Um dia gritaram-me isto: Eu para sentir é preciso muito! Eu respondi assim: Eu para sentir, não é necessário nem muito...nem pouco. É só preciso sentir! Ponto final. Sem parágrafos. Estranha Pesssoa Esta
sexta-feira, agosto 18, 2006
Terra molhada. Ah este cheiro a terra molhada.
Singularidade.
Sendo uma pluralidade.
Hoje é apenas isto que consigo escrever.
Estou sufocada.
Nem estes 666 metros me bombeiam o ar necessário.
Por instantes.
quinta-feira, agosto 17, 2006
Títulos de post's anteriores. Sensações presentes.
Se mudo. Falo. Se fico. Fico muda.
Onde está o erro?
Cheguei, andei, parei, voltei a andar e, ...
Silêncios.
Se é pequeno ou grande, é lá comigo.
Os 'ses', os 'sas', os 'sus'...
Alheados desde o começo.
Estado de alma.
Sal.
Vácuo.
Despertador.
E já nem...
Sentimentos.
Acasos e distracções.
Chamada em espera...
Queixas.
Sobrolho franzido.
Banalidades inesperadas.
Expontaneidade.
Meio a Zero.
Há dias assim!
O que nos incomoda?
Rebobinar.
Silêncios.
Redução ao absurdo.
Insana[mente].
Cheiros.
Trocadilhos.
Roupas à meia canela. Coração de canela inteira.
Questão pertinente.
Será?
Hoje apetece-me isso.
E tu estás predisposto a isso?
Até já...
Onde está o erro?
Cheguei, andei, parei, voltei a andar e, ...
Silêncios.
Se é pequeno ou grande, é lá comigo.
Os 'ses', os 'sas', os 'sus'...
Alheados desde o começo.
Estado de alma.
Sal.
Vácuo.
Despertador.
E já nem...
Sentimentos.
Acasos e distracções.
Chamada em espera...
Queixas.
Sobrolho franzido.
Banalidades inesperadas.
Expontaneidade.
Meio a Zero.
Há dias assim!
O que nos incomoda?
Rebobinar.
Silêncios.
Redução ao absurdo.
Insana[mente].
Cheiros.
Trocadilhos.
Roupas à meia canela. Coração de canela inteira.
Questão pertinente.
Será?
Hoje apetece-me isso.
E tu estás predisposto a isso?
Até já...
terça-feira, agosto 15, 2006
Primeira segundas quiça terceiras... visões. Absorções!
Imaginemos uma praia.
Um qualquer areal.
Seja aqui.
Seja ali mais acolá.
Nessa praia uma rocha.
Um qualquer rochedo.
Seja este.
Seja aquele mais acolá.
Nessa rocha um búzio.
Um qualquer burrié.
Agora imaginemos tudo isto.
Mas, ao contrário.
Imaginemos primeiro o búzio.
Depois o rochedo.
E por último o areal.
E porque não imaginamos logo o búzio?
Porquê primeiro o areal?
Parte de um todo?
Ou o todo de uma parte?
E agora imaginemos tudo isto outra vez.
De trás para a frente.
E de frente para trás.
Será que imaginamos as coisas da mesma maneira?
Será que o búzio é do mesmo tamanho?
Será que tem a mesma cor?
Será que se colocarmos o ouvido .... ouvimos?
E ouvimos agora?
Ou será que na primeira descrição nem haveria a hipótese de colocar o ouvido?
E insisto... Porquê primeiro o areal?
Um qualquer areal.
Seja aqui.
Seja ali mais acolá.
Nessa praia uma rocha.
Um qualquer rochedo.
Seja este.
Seja aquele mais acolá.
Nessa rocha um búzio.
Um qualquer burrié.
Agora imaginemos tudo isto.
Mas, ao contrário.
Imaginemos primeiro o búzio.
Depois o rochedo.
E por último o areal.
E porque não imaginamos logo o búzio?
Porquê primeiro o areal?
Parte de um todo?
Ou o todo de uma parte?
E agora imaginemos tudo isto outra vez.
De trás para a frente.
E de frente para trás.
Será que imaginamos as coisas da mesma maneira?
Será que o búzio é do mesmo tamanho?
Será que tem a mesma cor?
Será que se colocarmos o ouvido .... ouvimos?
E ouvimos agora?
Ou será que na primeira descrição nem haveria a hipótese de colocar o ouvido?
E insisto... Porquê primeiro o areal?
segunda-feira, agosto 14, 2006
Trocadilhos
E porque tenho saudades de mim.
E porque ando virada do avesso.
E porque sinto trocadilhos.
E porque hoje precisava de silêncio.
De encontros.
De natureza.
De ar.
Disto.
Hoje andei por aqui.
Aqui:







E porque ando virada do avesso.
E porque sinto trocadilhos.
E porque hoje precisava de silêncio.
De encontros.
De natureza.
De ar.
Disto.
Hoje andei por aqui.
Aqui:








E os trocadilhos insistem.
E insistem.
Ainda.
Eu gracejo.
sábado, agosto 12, 2006
Pé descalço
Uso ténis.
Esteja frio.
Esteja calor.
Esteja vento, chuva, 'carapinha'.
Uso ténis.
Seja estrada.
Seja auto-estrada.
Seja nacional, carreiros, calçada.
Uso ténis.
Seja dia.
Seja noite.
Seja entardecer, anoitecer, amanhecer.
Uso ténis.
Eu uso ténis.
Porquê esta sensação de pé descalço?
Esteja frio.
Esteja calor.
Esteja vento, chuva, 'carapinha'.
Uso ténis.
Seja estrada.
Seja auto-estrada.
Seja nacional, carreiros, calçada.
Uso ténis.
Seja dia.
Seja noite.
Seja entardecer, anoitecer, amanhecer.
Uso ténis.
Eu uso ténis.
Porquê esta sensação de pé descalço?
sexta-feira, agosto 11, 2006
Olhares devastadores. Miocárdio desgraçado.
Já foram várias as vezes que referi a importância de um olhar.
De um olhar como reflexo de um ser.
De uma pessoa.
De uma visão.
De uma mente emoção.
Até já foram várias as vezes que escrevi o quão este pode ser libertador ou por outra, devastador.
E hoje.
Hoje em particular foram devastadores.
Sejam eles vazios, sejam eles cheios de iniquidade.
Eu não queria.
Eu não queria usar essa palavra.
Sentir isso.
E penso que nunca a escrevi.
Mas, é isso.
Iniquidade.
Eu poderia não olhar.
Eu poderia não sentir.
Eu poderia recorrer à indiferença.
E até a uma certa displicência.
Eu poderia não tanta coisa. E sim outras tantas coisas.
Mas...
Este apego.
Esta inquietude.
Este meu miocárdio.
Não me deixam.
De um olhar como reflexo de um ser.
De uma pessoa.
De uma visão.
De uma mente emoção.
Até já foram várias as vezes que escrevi o quão este pode ser libertador ou por outra, devastador.
E hoje.
Hoje em particular foram devastadores.
Sejam eles vazios, sejam eles cheios de iniquidade.
Eu não queria.
Eu não queria usar essa palavra.
Sentir isso.
E penso que nunca a escrevi.
Mas, é isso.
Iniquidade.
Eu poderia não olhar.
Eu poderia não sentir.
Eu poderia recorrer à indiferença.
E até a uma certa displicência.
Eu poderia não tanta coisa. E sim outras tantas coisas.
Mas...
Este apego.
Esta inquietude.
Este meu miocárdio.
Não me deixam.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Mais ou menos. Menos ou mais.
Cruzamento de pessoas.
Todos os dias.
Mais ou menos ali.
Mais ou menos aqui.
E por aquém.
'Semi-olhares'.
Entre dentes.
Menos ou mais ali.
Menos ou mais aqui.
E por aquém.
Cruzamento de pessoa.
Aquele dia.
Ali.
Olhares.
Sem semi.
E se aquém poderá dizer longe.
quarta-feira, agosto 09, 2006
Sal
Não se sabe bem o quê!
Por vezes é isso.
É esse não saber bem o quê.
Ou será o porquê?
Até há quem tire o circunflexo.
E sinta com isso alguma consonância.
Dizem que é harmonia.
Concordância.
Eu não sei.
Mas, eu prefiro que seja desafinação.
Daquelas desafinações que se sentem no entardecer.
De vento 'suão'.
Eu prefiro assim.
É sal.
Sal.
sábado, agosto 05, 2006
Persianas no reflexo
Olho.
Olho agora para ali.
Ali.
São persianas.
E o vento.
E é vento.
E carrega tudo.
Carrega tudo naquelas persianas.
Neste arrepio.
E vejo o reflexo.
Aquele reflexo.
Mas, não olho.
E também carrega tudo.
Aquele reflexo.
E são linhas oblíquas.
Persianas no reflexo.
Sendo paralelas.
quinta-feira, agosto 03, 2006
Conjecturar conjugações
O que nos leva aqui?
O que nos leva permanecer aqui?
Porque não ali?
Avistamos o 'ali' mas, ficamos por aqui.
Porquê?
O que se passa no nosso cérebro?
Nas nossas razões e emoções?
Que conjugações?
O que nos conduz a olhar este horizonte?
Por ser o único?
Ou por outra, por ser o essencial?
Porquê o conjecturar deste ou daquele olhar?
Desta ou daquela vivência?
Daquela ou desta realidade?
Porquê essa antevisão precoce?
Pelo malabarismo?
Andamos sentido.
Esta última sendo a única afirmação... passou a interrogação pelo modo como deslizou em mim.
Deslizou.
Escorregou.
Patinou.
O que nos leva permanecer aqui?
Porque não ali?
Avistamos o 'ali' mas, ficamos por aqui.
Porquê?
O que se passa no nosso cérebro?
Nas nossas razões e emoções?
Que conjugações?
O que nos conduz a olhar este horizonte?
Por ser o único?
Ou por outra, por ser o essencial?
Porquê o conjecturar deste ou daquele olhar?
Desta ou daquela vivência?
Daquela ou desta realidade?
Porquê essa antevisão precoce?
Pelo malabarismo?
Andamos sentido.
Esta última sendo a única afirmação... passou a interrogação pelo modo como deslizou em mim.
Deslizou.
Escorregou.
Patinou.
terça-feira, agosto 01, 2006
Sobrolho franzido
quarta-feira, julho 26, 2006
Pára. Olha. Torna a olhar. Atravessa.
segunda-feira, julho 24, 2006
Espelhos




[Baleal, Peniche, Berlengas, Oceano - 23 de Julho de 2006]"E quando da Salvé Rainha espraiares o teu olhar, verás enfunada na horizontal Berlenga a brisa que é tua, vinda do mar imenso."
Comment by anonymous.
Anonymous... Muito obrigado, já são poucos os espelhos que me emocionam... o teu emocionou-me.... Precisava disso.
sexta-feira, julho 21, 2006
E já nem...
[Pôr-do-Sol, Montejunto, 20 de Julho de 2006 @FF]
E já nem estas cores.
E já nem estes cheiros.
E já nem esta brisa.
E já nem este chão.
E já nem este tudo.
Me aconchega.
E já até isso me sufoca nestes caminhos.
Nesta terra.
Preciso respirar.
Preciso disso.
Onde?
Não sei!
Mas, não é aqui.
quinta-feira, julho 20, 2006
quarta-feira, julho 19, 2006
Alheados desde o começo
O que é considerado insano?
Não sei.
Mas, sem saber... sinto-me.. assim... insana!
Profundamente insana.
E eu ando realmente insana!
Ando.
Andei.
Andarei.
Vou andando.
Sei lá.
Ando assim:
"Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida. "
Fernando Pessoa
Não sei.
Mas, sem saber... sinto-me.. assim... insana!
Profundamente insana.
E eu ando realmente insana!
Ando.
Andei.
Andarei.
Vou andando.
Sei lá.
Ando assim:
"Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida. "
Fernando Pessoa
domingo, julho 16, 2006
sexta-feira, julho 14, 2006
ExPoNtAnEiDaDe

Existem várias realidades que me irritam.
Muitas aliás.
Mais do que as devidas.
Mas, confesso que já existiram mais.
Pois... contemporaneamente uma 'cota' como eu já se pode dar ao 'luxo' de não se irritar com determinadas vivências.
Mas, por mais cota que seja... Existe algo que me irrita imenso... a ausência de espontaneidade.
Eu adoro a espontaneidade.
Atrevo-me a dizer que vibro com a espontaneidade.
Gosto mesmo.
Existirá algo mais puro que a verdadeira espontaneidade ?
Carregadinha de impulsividade e naturalidade?
Não creio.
Pois, com isso existe tudo o resto.
E o tudo o resto sem isso, não é nada!
E desengane-se quem ache que pode enganar ou circundar a expontaneidade.
Nós cotas podemos é disfarçar esses emissores.
Nunca, mas nunca afirmem que podem circundar-nos.
Pois, aí está a diferença.
Do pensar... para o sentir.
E tal como já referi.
Tudo o resto sem isso, não é nada!
quinta-feira, julho 13, 2006
Cadaval de lés a lés
Um nosso colega blogger está a promover um interessante trabalho sobre o Concelho do Cadaval.
Ver aqui.
"O desafio consiste em cada um escrever algo sobre o que melhor conhece no concelho, quer pela experiência pessoal, quer pela pesquisa que possa fazer sobre aspectos interessantes a diversos níveis, da antropologia ao património arquitectónico, passando pelo património natural, religioso, entre muitos outros aspectos culturais que marcam o concelho do Cadaval."
Participem!
E no fim há o melhor.... um lanchareco ;) oferecido pelo nosso colega blogger - Cadaval de lés a lés.
Banalidades Inesperadas
Um dia.
Não.
Não foi de dia.
Foi numa tarde.
Aliás. Foi num entardecer.
Alguém disse.
"Sorri verdadeiramente quando encontrares alguém que ri da mesma banalidade que tu."
Ao que eu respondi:
"Da mesma parvoíce, portanto?"
Ao que ele respondeu:
"Deixa de ser parvoíce se ambos se rirem..."
Ao que eu respondi:
"Fica a ser portanto de um simples e banal riso a ... sorriso."
Não.
Não foi de dia.
Foi numa tarde.
Aliás. Foi num entardecer.
Alguém disse.
"Sorri verdadeiramente quando encontrares alguém que ri da mesma banalidade que tu."
Ao que eu respondi:
"Da mesma parvoíce, portanto?"
Ao que ele respondeu:
"Deixa de ser parvoíce se ambos se rirem..."
Ao que eu respondi:
"Fica a ser portanto de um simples e banal riso a ... sorriso."
quarta-feira, julho 12, 2006
Cheiros
Title... This is the title
Arrisco-me a dizer que vou arriscar!

Acham que este post foi demasiado curto ou até mesmo superficial?
Eu digo que foi o mais longo e profundo de todos.
Tenho dito!
segunda-feira, julho 10, 2006
Insana [mente]
Hoje li isto:
"O importante não é o que tens na vida mas, sim quem tens na tua vida!"
E quem temos nós, na nossa vida?
Existem aquelas pessoas que nós não escolhemos... mas inevitavelmente fazem parte de nós.
De nós não.
Do que está para lá de nós.
Mas, vistas bem as coisas... fazem parte de nós.
Porque nós somos tudo.
Tudo o que vemos.
Tudo o que olhamos.
Tudo o que caminhamos... pensamos.. vivemos.
E se 'elas' estão no nosso caminho.... então, é porque fazem parte de nós.
Essa 'parte' é que pode ter mais ou menos peso dentro de nós mesmos.
E depois existem aquelas pessoas que encontramos por mero acaso.
Seja no trabalho.
Seja na mercearia da esquina.
Seja no centro da praça.
Seja no café.
Seja numa qualquer portagem.
Algumas dessas pessoas 'entranham-se' em nós.
'Entranham-se' mesmo.
E não sabemos porquê.
Nem porque não.
Porque afinal de contas, apareceram por mero acaso.
Assim.
Sem pedir licença.
E sem pedir licença por cá ficam.
E nós que não sabemos muito bem lidar com o acaso.
Distanciamo-nos.
Não por cobardia.
Não por medo.
É por outra coisa qualquer.
Talvez seja.
Isso.
O seja.
E depois é assim.
A vida passa por nós.
Em vez de nós passarmos pela vida.
Insana mente pensamos que amanhã o seja.
E amanhã não o seja.
Porque insana mente custa a crer que o acaso é isso mesmo.
Simplesmente o acaso.
Tudo isto não faz qualquer tipo de sentido para vós.
Mas, cruelmente hoje faz todo o sentido para mim.
Porque insana mente hoje sinto lucidez.
Absurdo?
Talvez.
Mas, que seja mesmo absurdo.
Porque de outro modo não faria qualquer sentido.
E assim, faz?
sábado, julho 08, 2006
.....................

Estamos a 74:19
Ger 2
Por 0
Entra Figo.
E sobre este assunto não digo mais nada.
Ponto final.
Parágrafo.
Tradução deste pos't que não interessa nem ao menino Jesus:
Estou 'lixada' com o jogo.
A casa está vazia.
Dizer asneiras sozinha não tem piada.
Pode ser que o Figo salve isto.
............
Ger 3
Por 0
De repente dizer asneiras sozinha tem outro encanto.,,,,
sexta-feira, julho 07, 2006
Até já
Grandes.
Mas, não eram os olhos que eram importantes.
Era o olhar.
Vida.
Daqueles olhares que radiam qualquer coisa que nos faz sentir realmente bem.
Esse olhar vivia do outro lado da rua.
Quer dizer.
Não vivia, trabalhava...
Mas, era como se vivesse.
A rua era de calçada.
Daquelas calçadas tipicamente portuguesas.
Desalinhadas.
Desabitadas de si mesmas.
Nessa calçada todos os olhares se conheciam.
Eram sempre os mesmos sorrisos.
Sempre os mesmos passos.
Mas, certos passos mudam a nossa vida por completo.
Demoram por vezes poucos caminhos.
Poucas estradas.
Mas, as suas pegadas ficam para sempre.
Aqui.
Bem aqui.
Um dia esses passos sairam da calçada.
Foi um volto já.
Ainda alguém reclamou.
Mas, já não se ouviu.
E a calçada ficou mais fria.
E a porta fechou.
Passei lá à pouco...
A casa da frente ruíu.
O até já... É tão longo.
Pesam as saudades.
Pesam as recordações.
Pesa tudo aqui.
Bem aqui.
Tenho saudades tuas.
Muitas.
Até já.
Mas, não eram os olhos que eram importantes.
Era o olhar.
Vida.
Daqueles olhares que radiam qualquer coisa que nos faz sentir realmente bem.
Esse olhar vivia do outro lado da rua.
Quer dizer.
Não vivia, trabalhava...
Mas, era como se vivesse.
A rua era de calçada.
Daquelas calçadas tipicamente portuguesas.
Desalinhadas.
Desabitadas de si mesmas.
Nessa calçada todos os olhares se conheciam.
Eram sempre os mesmos sorrisos.
Sempre os mesmos passos.
Mas, certos passos mudam a nossa vida por completo.
Demoram por vezes poucos caminhos.
Poucas estradas.
Mas, as suas pegadas ficam para sempre.
Aqui.
Bem aqui.
Um dia esses passos sairam da calçada.
Foi um volto já.
Ainda alguém reclamou.
Mas, já não se ouviu.
E a calçada ficou mais fria.
E a porta fechou.
Passei lá à pouco...
A casa da frente ruíu.
O até já... É tão longo.
Pesam as saudades.
Pesam as recordações.
Pesa tudo aqui.
Bem aqui.
Tenho saudades tuas.
Muitas.
Até já.
quinta-feira, julho 06, 2006
Factor C?? Não obrigado! Somos maiores que isso!

Podia dizer que os Franceses ganharam por mérito próprio.
Podia até dizer que gosto dos Franceses. Mas, não me apetece.
Podia dizer que estou à uma semana doente e que isso não me tirou o apetite.
Podia até dizer que hoje o Senhor Larrionda tirou-me o apetite. Mas, não me apetece.
Podia ser educada e dar os parabéns aos gauleses.
Podia até dar um belo tempero para o galo. Mas, não me apetece.
Apetece-me dar uma grande salva de palmas a toda a selecção. E dou.
Apetece-me dizer-lhes que por vezes o caminho justo, sabe bem melhor que uma vitória 'cunhada'.... E digo.
Apetece-me ter orgulho. E tenho.
Obrigado.
Obrigado ao 'sargentão Felipão'.
Obrigado a toda os jogadores, técnicos e afins.
E sobretudo obrigado a todos os portugueses pela educação, alegria e espírito que demonstraram a todo o Mundo.
Somos grandes caraças!
:-)
quarta-feira, julho 05, 2006
Filipão é só emoção! E já só falta um bocadinho assim...

A Rede Globo efectuou um interessante trabalho onde o protagonista é Luiz Felipe Scolari.
A estação televisiva brasileira contratou dois adolescentres surdos que leram nos lábios as palavras do treinador durante os jogos com a Holanda e com a Inglaterra.
O resultado é uma reportagem onde se ouvem as instruções de Scolari dadas aos jogadores portugueses durante os decisivos encontros, que colocaram a Selecção Nacional nas meias-finais do Mundial.
Também não faltam os conhecidos apelos do seleccionador à ajuda divina.
Veja aqui Scolari em acção
Porque afinal de contas ... só falta um bocadinho assim
terça-feira, julho 04, 2006
Chamada em espera...
Hora matinal.
Sócrates sai da cama.
Toma o belo do duche.
Calça as pantufas.
(Nota: o Sócrates, não é o Sócrates de Platão... é o nosso José...)
Continuando...
Vai até ao sofá.
Liga a tv.
Manuel Luís está na tvi.
Hora de publicidade.
Está à venda um produto qualquer capilar.
Sócrates liga.
Digita mal o número.
A ligação vai parar a São Pedro.
- Olhe faz favor, queria aquilo para crescer o cabelo.
- O quê? Chuva?
- Hã?
- Meu amigo, já choveu hoje...
Vocês nunca ficam satisfeitos com nada!
Francamente.
Se chove em Julho, é porque ah e tal tirei férias que maçada.
Se não chove, é porque ah e tal a pêra rocha assim vai sair que é uma porcaria. Não há cu que aguente!
- Mas, eu vi o Goucha a anunciar....
- A anunciar... a chuva??? Pois é como lhe digo, esses tipos inventam tudo. Nós aqui é que sabemos se chove ou não... Não tarda vem me dizer que um tal de Alentejano parou Portugal porque falava com as galinhas ...
- Pois... realmente isso aconteceu aqui à uns anos...
- Está a ver o que lhe digo?? São todos uns mafiosos. Nós aqui é que sabemos da chuva. Não tarda vem me dizer que um senhor mais velho que o meu patrão se candidatou ás presidênciais...
- Pois... realmente isso passou-se á uns meses....
- Está a ver que tenho razão, quando lhe digo que nós aqui é que sabemos quando chove??? Vocês aí, só sabem das coisas quando já está a trovejar.
- Mas... Mas...
- Mas, o quê homem??? Despache lá isto, que tenho uma chamada em espera e, tenho uma sms para enviar a Santa Ingrácia!
- Mas, eu só queria um produto capilar.
- Ó homem. Tenha santa paciência. Mas, você quer um produto capilar para quê...????
Espere mais uma semana...
Que quando o Mundial acabar.. e os portugueses voltarem e... verem e sentirem em que estado está o país... aí sim... você ficará de cabelos em pé.
P.S.: Esta última frase de que Sócrates irá ficar de cabelos em pé... é mais uma questão de fé, do que outra coisa qualquer.
Tenho dito!
P.S.2: Não coloquei fotografia nenhuma neste post, pois as palavras que coloqui no google em busca da fotografia mais apropriada deu resultado nulo.
Não irei transcrever as palavras pois era de mau tom.
Mas, também já que coloquei o São Pedro a enviar uma sms a Santa Ingrácia...
As palavras foram: "vai morrer longe para não cheirar mal aqui"
Sócrates sai da cama.
Toma o belo do duche.
Calça as pantufas.
(Nota: o Sócrates, não é o Sócrates de Platão... é o nosso José...)
Continuando...
Vai até ao sofá.
Liga a tv.
Manuel Luís está na tvi.
Hora de publicidade.
Está à venda um produto qualquer capilar.
Sócrates liga.
Digita mal o número.
A ligação vai parar a São Pedro.
- Olhe faz favor, queria aquilo para crescer o cabelo.
- O quê? Chuva?
- Hã?
- Meu amigo, já choveu hoje...
Vocês nunca ficam satisfeitos com nada!
Francamente.
Se chove em Julho, é porque ah e tal tirei férias que maçada.
Se não chove, é porque ah e tal a pêra rocha assim vai sair que é uma porcaria. Não há cu que aguente!
- Mas, eu vi o Goucha a anunciar....
- A anunciar... a chuva??? Pois é como lhe digo, esses tipos inventam tudo. Nós aqui é que sabemos se chove ou não... Não tarda vem me dizer que um tal de Alentejano parou Portugal porque falava com as galinhas ...
- Pois... realmente isso aconteceu aqui à uns anos...
- Está a ver o que lhe digo?? São todos uns mafiosos. Nós aqui é que sabemos da chuva. Não tarda vem me dizer que um senhor mais velho que o meu patrão se candidatou ás presidênciais...
- Pois... realmente isso passou-se á uns meses....
- Está a ver que tenho razão, quando lhe digo que nós aqui é que sabemos quando chove??? Vocês aí, só sabem das coisas quando já está a trovejar.
- Mas... Mas...
- Mas, o quê homem??? Despache lá isto, que tenho uma chamada em espera e, tenho uma sms para enviar a Santa Ingrácia!
- Mas, eu só queria um produto capilar.
- Ó homem. Tenha santa paciência. Mas, você quer um produto capilar para quê...????
Espere mais uma semana...
Que quando o Mundial acabar.. e os portugueses voltarem e... verem e sentirem em que estado está o país... aí sim... você ficará de cabelos em pé.
P.S.: Esta última frase de que Sócrates irá ficar de cabelos em pé... é mais uma questão de fé, do que outra coisa qualquer.
Tenho dito!
P.S.2: Não coloquei fotografia nenhuma neste post, pois as palavras que coloqui no google em busca da fotografia mais apropriada deu resultado nulo.
Não irei transcrever as palavras pois era de mau tom.
Mas, também já que coloquei o São Pedro a enviar uma sms a Santa Ingrácia...
As palavras foram: "vai morrer longe para não cheirar mal aqui"
Tiago

Promovam este blog por favor.
A Maria e o Tiago merecem toda a nossa ajuda e atenção.
Para a Maria um beijinho de admiração pela enorme coragem e amor incondicional.
Para o Tiago todo o sorriso do Mundo.
domingo, julho 02, 2006
Sopa da Mãe é melhor que a minha!

Já não é a primeira vez que escrevo sobre o Centro de Saúde da vila ( ver em sala de espera).
Mas, hoje não se trata de uma sala de espera.
Trata-se sim de espera. Mas, não da sala.
Hora do lanche.
Centro de Sáude vazio.
Na secretária do corredor, o segurança.
Na secretaria uma senhora de óculos grande, unhas pintadas até ao tutano e cabelo arranjado... aliás mais que arranjado, arranjadíssimo.
Não sabe imprimir a ficha.
Chama o segurança.
"Oh senhor António, isto para imprimir é secretaria 1, secretaria 2 ou urgênicas???"
O segurança não sabe.
Encolhe os ombros e continua a ler 'A Bola'.
Depois de muito mexer no rato, lá consegue imprimir a ficha.
Vou para a sala de espera.
Aguardo.
E aguardo.
E vou aguardando.
Entro.
Senhor Doutora:
O que têm?
Eu:
Olhe senhora doutora... doi-me tudo! Até a alma."
Temperatura.
Ouvidos.
Garganta.
(sublinhe-se que a senhora doutora viu isto tudo em 45 segundos, e não estou a exagerar)
Toca o telefone.
bla bla bla bla
5m
bla bla bla bla
10m
bla bla bla bla
15m
Aqui, já me comecei a 'passar' e comecei a bater o pé.
bla bla bla
20m
Disse adeus e saio.
Aguardei.
Aguardei.
Agurdei.
Chamaram-me outra vez.
A doutora passou-me uma receita.
Nem sequer me auscultou .
Nem sequer perguntou mais nada.
E passa assim a receita, sem mais nem menos.
Nem um pedido de desculpas.
E pergunto eu:
Esta gente pensa que é o quê?
Lá por vestir uma bata branca????
Nota de rodapé:
O tal telefonema tão urgente, era codrelhice com a irmã sobre a empregada da mãe.
E pronto... aqui estou eu, toda 'podre'... e paguei eu uma consulta para saber que a tal empregada faz mal a sopa da mãe.
Uma pessoa fica passada dos carretos e com razão.
sábado, julho 01, 2006
Obrigado Selecção


Vale a pena ver a galeria de fotografias do site da FIFA.
"A razão de ser de qualquer fé é trazer-nos uma certeza."
Obrigado selecção
Obrigado pelos nervos
Obrigado pela garra
Obrigado pelo acreditar
Obrigado pelo sorrisos
Obrigado pelo orgulho
Obrigado!
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