terça-feira, maio 15, 2007

a decadência filosófica de um corta unhas esquecido.


Amigos, conhecidos e derivados,

Temos a perfeita consciência que o texto que se segue é de uma enorme insanidade mas, vocês já estão habituados a isso… por isso temos para nós, que não vão estranhar muito :P
O que se passou foi o seguinte:
Eu estava aqui no meu canto e houve alguém que não revelo o nome (Magia - http://amagiadaspalavras.blogspot.com/) veio moer-me o juízo (como se eu tivesse algum) na porra do msn, conversa puxa converseta e eis que tudo junto deu estas linhas.
O porquê da publicação?
Queremos uma cunha para o Júlio.
Ouvimos dizer que o Matos se sente muito sozinho.

É um pequeno devaneio este que se instala
Como um varão de cortinado de wc
É só ler as instruções
Não destabilizes este meu ardor...
Preciso de um banho
Preciso lavar o tempo
Desinfectar as horas
Ensaboar os segundos que faltam
Passa me o shampoo para a alma
Da esponja faço o espelho
Do espelho faço as facas
E sou cena de filme premiado
Sou a personagem que não se vê
Os textos que falo não foram escritos
São rolos de cabelo aos cantos
Pedaços de pele que caíram
No branco nu do azulejo azul
E este esquentador que não tem gás
Nem esta banheira tem cortina
Nem este WC tem banheira
Eu?
Não estou aqui
Sou água suja que faço adeus no ralo
E tu estás aqui?
Diz-me adeus se não estiveres!
Tu
Micose que me consomes
Eu
Tormenta que inalo
Toalhas quentes e loção de demência
Perfuma-me este fugir
Penteia este desejo
Ao fundo desta banheira jaz o antiderrapante
Chinelo de impulsos por doer
Unha que me crava os sentidos
Cabelo branco que vejo ao espelho
Sobrolho franzido que se negra
Uma pestana que se queda
….
Olho o relógio:
Fodasse
Já são 9 horas?
Estou atrasada
Cum caralho
Olho novamente as facas
Reluzem ao calor do secador
Cintilam ao vapor que enche estas palavras
Afinal o espelho não se partiu
Fui eu que me parti
Me estilhacei
E me escoei
Por este ralo de pensamentos
Peço que se abra a janela
Não se pode estar aqui
Fui ver...
Já eram 9h10
Fodex
Vou ser despedida
Arrumo a esponja na mala
E guardo as facas no armário
Um ultimo pensamento:
Afinal, acabaste de ganhar mais um dia de vida
Mato-te manhã
Atrás de mim um cheiro a premeditação
Sabonete, shampoo e desodorizante
Fecho a porta
E entre a espuma que fica
E todo o tempo que ganhei naquele instante
Fica apenas uma coisa
...

O vazio
Uma Cagada em três actos

Moral da história:
Antes de tomares banho certifica-te que estás sujo.
De nada vale gastares energias desnecessárias.
O gás está caro e as contas da EPAL estão pela hora da morte!

segunda-feira, maio 14, 2007

Guerra civil




Coabitar comigo mesma, é como ser marxista numa igreja.


Receio uma guerra civil na sacristia.


Que toquem os sinos.


Que já quase nada sobra do altar.


sábado, maio 12, 2007

Cardápio do Fim de Semana


Conjecturar tudo,
É como ter um menu predefinido.
Eu cá gosto mesmo,
É de comer o Imprevisto
Regado com um bom copo de Acaso!

A sobremesa?
Inesperada!
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-
-
-
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Tenho sede!

quinta-feira, maio 10, 2007

Do not disturb


Preciso esquecer um lembrar por metade!
Pausa na inquietação!
Esta realidade que se lembra.
Gemido após gemido me surda.
Numeração meteorológica por sair.
Desordem com sentido.
Levanto e absorvo estas entranhas.
Comando de sentidos.
Depressa e quente consome o coração.
Tudo isto é instinto.
Tudo isto é ânsia.
Tudo isto não passa sequer pelo pensamento.
Não dá para contar.
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-
-
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Sofreguidão de asas negras.
.
.
.
Não me perturbem, senão for para voar.

quarta-feira, maio 09, 2007

segunda-feira, maio 07, 2007

Clara e Gema q.b.

Encosta-te à parede.
Sim, a parede é ríspida.
Agreste, talvez.
Mas...
Encosta-te à parede.
Marca a tua nuca no tabique,
como quem assina o B.I..
Agora desencosta-te.
Sim!
Desencosta-te.
Não, espera.
Ainda estás muito perto.
Desencosta-te mais um pouco.
Sim!
Assim, está bem.
Já consegues ver?
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Afinal o que parecia redondo..
É quadrado!
Ás vezes basta apenas um certo distanciamento.
Para sentir que afinal...
Não são as cascas que fazem as omoletes.

sexta-feira, maio 04, 2007

Porra

Descarto-me de qualquer saudade que possa sentir.
Exponho-me perante a incerteza de gemer amanhã.
Sugo este ardor.
Esta ardência que me debilita!
Porra, inevitavelmente penso em ti.
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Dá-me uma pausa!
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Porque gemo.

quarta-feira, maio 02, 2007

Estalo


Chega de análises.
De seringas. De testes. De antibióticos.
Chega dessas consultas antecipadas.
Já apertei a veia o quanto baste.
O meu sangue não estacou.
Não estaca.
Corre.
Circula a uma velocidade estonteante.
Aperto a garganta.
E tu analisas o movimento.
Basta!
Basta, ouviste?
Passa à minha frente se quiseres.
Fica ao meu lado se entenderes.
Mas, mais análises é que não.
Puxo a veia.
E ela estala.
E tu que fazes?
Analisas.
Fica lá com as observações.
Faz delas o que bem entenderes.
A teoria nunca foi o meu forte.
E o microscópio não sei onde o coloquei.
O meu núcleo incendiou-se.
Ardeu.
Tal tijolo no forno.
É vermelho.
E esse vermelho quer tudo preto no branco.
Quero tirar a liga.
Quero que fiques num regaço.
Mão no ombro.
Veia na retina.
Coxa desnuda.
Joelho que treme.
Silêncio que se diz.

Tira lá as tuas análises à vontade.
Mas, lembra-te que no meu laboratório não existe microscópio.
O meu núcleo incendiou-se.
Ardeu.
Tal tijolo no forno.
-
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-
Tirei a Liga!

domingo, abril 29, 2007

Sem trunfos


O meu naipe não tem cor.
Nem espadas
Nem Ouros
Qualquer renúncia seria certa
A tua foi mais que isso
Foi batota
Descartaste a possibilidade de um próximo jogo
Combinamos sinais
Falhaste todos!
Dei-te os trunfos.
As biscas e alguns petiscos.
O jogo era sem regras.
Daqueles clandestinos
Era escusada a batota
Hoje fiz-te sinal!
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-
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Renúncia

quarta-feira, abril 25, 2007

Mãos ao AR


O puro acto de rugir perante a adversidade, não é sinal de fraqueza.

O gesto esquecido, é sempre lembrado por esse rosnar.

Por esse grunhido estonteante.

Não é o objectivo final que nos eleva.

Nem tão pouco o seu conhecimento.

São os preliminares audazes!

Aqueles que nos fazem sentir que afinal...

Ahhh que afinal o rastilho tem pólvora!
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-
-
-
E o teu tiro, nem foi assim tão certeiro!


Meus amores nunca mas, nunca baixem os braços à arma da adversidade.
Vocês são maiores que isso!

domingo, abril 22, 2007

Densos. Orgasmos.

A hora de saída sempre foi o teu forte.
Nem adeus.
Nem até já.
Perdão, Corrijo!
Na hora da saída sempre te pensaste forte.
Lamento informar-te mas, na hora de saída é a retina quem vinga.
Nela corre tudo.
Suores. Frios.
Quentes. Espasmos.
Poros. Cheios.
Veias. Vazias.
Densos. Orgasmos.
Emoções. Atestadas.
Choros. Recalcados.
Fome. Insaciada.
Toque. Absoluto.
Desejo. Oculto.
Não sou forte, nem fraca.
Mas, faço questão em mostrar a retina.
Seja na entrada.
Seja na saída.
E na porta um aviso.
Proibida a entrada de pessoas estranhas ao serviço.
-
-
-
Perigoso. Êxtase.
Na hora da saída sempre te pensaste forte.
E nem sequer te atreveste.
À Ousadia.

sexta-feira, abril 20, 2007

Se é para parir, que seja a gritar ! Com muito desalmamento e assanhamento PORRA


Deixa-me que te fale do meu parto.
Sim!
Do meu parto!
Foi de manhã.
A ferros.
Do fundo do útero.
Puxada a frio.
À força.

Agora, deixa-me que te fale do teu parto.

Sim!

Do teu parto!
Foi à noite.
Cesariana.
Sem qualquer tipo de imprevisto.
Premeditado, portanto!

Agora, deixa-me que te diga isto:

-

-

-
Vai para a puta que te pariu.

quinta-feira, abril 19, 2007

Alimento-me do ANORMAL

Não tenho qualquer tipo de pacto com o normal.
Por várias vezes ele tenta marcar uma reunião, com o objectivo de assinar fidelidade.
Por diversas vezes recuo na convergência.
No contrato diz qualquer coisa como:
“ De acordo com a sociedade vigente e perante as leis impostas,
este contrato tem como principal objectivo o sossego, assine com normalidade.”

Não tenho qualquer tipo de pacto com o normal.
Nem o pretendo ter.
Sossego?
Não, muito obrigado.
Ainda não morri.

quarta-feira, abril 18, 2007

Desengana-te... Nunca confiei.


Mesmo que as notas sejam afinadas,
A melodia nunca foi a certa.
As cordas estavam demasiado alinhadas.
E quando assim é, o instrumento não soa.
O músico desconfia, de tanto alinhamento.
E ressoa o ouvido.



Xiuuuuuuuu
Não vou pedir para te calares
Porque simplesmente
Não tens nada para cantar.

A pauta não tem Clave de Sol.
E a de Fá, já não me serve!

Xiuuuuuuu
Desengana-te se pensas que alguma vez serviu.

Xiuuuuuuuu
Cantarola o teu fado ás restantes ouvintes,
que eu não conto do teu desafinamento a ninguém.

A minha orquestra não tem mestre.
Nem se rege por nenhuma batuta.

-

-

-
I don't like the way you moove

sábado, abril 14, 2007

Cortei. Porque o que eu quero, quero por INTEIRO.


Sexta-feira 13, talvez por azar a retina seja graduada.
Graduada o suficiente para sentir que já não vale a pena.
Que nunca valeu a pena.
Posso não querer nada.
Nunca ter pedido nada.
Mas, tudo o que quero... Quero por inteiro.
Porque a vida é feita de inteiros.
Porque o que vale a pena, corta a respiração.
Porque não é de um suspiro, que se faz uma vida.
São de momentos ofegantes
que se contrói uma qualquer falta de ar.
E o que eu quero, são faltas de ar!
Decididamente não és o meu oxigénio.
Eu, sou o meu oxigénio.
Tenho a cor de vinho nas veias.
E esse vermelho corre com Atitude.
É sangue.
Sangue a borbulhar.
A FERVER.
Não esperarei pela próxima vindima!

quinta-feira, abril 12, 2007

Tributo a António Sala II - E não é que eles responderam???

E depois da grande pérola da literatura contemporânea de seu nome ‘ Tributo a António Sala’ – ver o post abaixo que não me apetece colocar aqui o link :P

Eis que surgiram as respostas.
Ahhh pois é!
O António Sala lê o De pernas para o AR, vocês pensam o quê?
Este blog é lido pelas maiores identidades deste país, senão vejamos… O que os ministro estão a fazer pegados ao telemóvel em plena assembleia da república???
Nada mais nada menos, que a ler o Pernas on line.
Meus amigos, eu não queria divulgar esta realidade mas, é meu dever informar os cidadãos.
Os ministros portugueses lêem o Pernas. Os bacanos até são inteligentes e espertos e essas coisas todas mas, lêem estes devaneios e coitados… aquilo dá um nó qualquer nos miolos e colocam o país todo de pernas para o AR.
Não posso fazer nada. A net é do povo. A crise instalou-se.
Não me culpem, porque eu sou sempre a primeira a afirmar que este blog não interessa nem ao menino Jesus ehhehe

E reposta então a verdade, partilho convosco as respostas enviadas pelos ilustres desafiados de terça passada (passada ando eu mas, vá… dias não são dias).

7 coisas que não sei fazer bem (ou que não sei fazer) by António Sala:

- Jogoooooooooo da malaaaaaaaaaaaaaaa
- Escolher uns óculos sem hastes
- Fritar ovos com a gema (com a Clara ainda vai… agora a gema.. a gema é lixada)
- Escrever o meu nome numa qualquer divisão da casa, sem que seja a sala de estar mas, tem que ser na sala de estar, na de Jantar parece que fico meio nervoso
- Fazer um qualquer programa de rádio em época de vindima
- Jogooooooo da mochila
- Jogoooooo da sacola


7 realidades que combinam comigo by Abelha Maya:

- Virgem
- Touro
- Comer canapés em festas sociais (mas, de fiambre… não é chique comer de presunto)
- Ler a Nova Gente e dissecar sobre os meus amigos das lides dos canapés
- Jogar à Sueca com as cartas do Tarot, Renúncia!
- Comer tremoços na tasca da Sic
- Comentar o hi5 do meu querido amicíssimo Claúdio Ramalhete


7 merdices que não gramo nem à lei da rolha by Amiga Olga:

- Deslocar-me ao supermercado da Ti Maria sem ser reconhecida
- Comprar lá o detergente da loiça, e saber que no Lidel está mais barato trinta e sete cêntimos
- idem os outros 5 ‘pontos’ para o arroz, chá cidreira, pasta de dentuças, laca, creme facial estica ali e encolhe do outro lado.


7 realidades que eu faço bem by Bófia que teve a ousadia de me multar em Loures:

- Lixar a Estranha pessoa esta
- Lixar a Estranha pessoa esta
- Lixar a Estranha pessoa esta
- Lixar a Estranha pessoa esta
- Lixar a Estranha pessoa esta
- Lixar a Estranha pessoa esta
- Lixar a Estranha pessoa esta


7 frases que tenho a mania de dizer by Bacano que teve a inteligência e a ousadia de inventar o arroz de marisco:

[Foi jantar com a tipa da estação de serviço de Torres Vedras]


Quem levou o papagaio que era tão lindo e domesticado?
Cristina Caras Lindas


Nota de Rodapé:
Eu avisei que estes devaneios não interessavam nem ao menino Jesus.

terça-feira, abril 10, 2007

Tributo a António Sala


P.S.: (apeteceu-me que fosse aqui em cima e pronto :P) Desde quando é que o Belo é domesticado???? É belo porque é imprevisível... digo eu, sei lá!
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Eu nem sou de aceitar estes desafios que passam na blogosfera.

Mas, está a dar o Feio e a Mestra na TVI, e o livro que tenho na cabeceira....já o li.
Para os curiosos o livro é: "Tudo o que os homens sabem sobre as mulheres". Tem 100 páginas ... em BRANCO eehehhehe

E posto isto, resolvi aceitar o desafio da Velinhas ( e de outra pessoa... mas, não me recordo quem foi DESCULPA) ...

O desafio imposto à comunidade lunática Bloguista é qualquer coisa como, escrever 7 coisecas sobre:


7 frases que tenho a mania de dizer:
( mas, quem é que inventou este desafio??? Se o encontro aí na esquina sou menina para lhe dizer:

- Não tens condições nenhumas
- Enervaste o meu miocárdio... cala-te, antes que a minha aorta estale.
- Ca porra..
- NAO ME MACES
- [as restantes 3 frases foram banidas pelos donos da blogspot ... vai-se lá saber porquê...]
...)



7 merdices que não gramo nem à lei da rolha:

- Saudades
- Injustiças
- Ideias predefinidas e completamente perconceituosas
- Olhares vazios sem qualquer tipo de ousadia seja por aquilo que for
- Pessoas que só sabem o que lhes ensinam
- Sardinhas (eheheh é pah então o cheiro, esquece lá isso!)
- Sufocarem-me (... sou cavalo sem rédeas, casa sem paredes... dêem-me ar AR)


7 coisas que não faço bem (ou não sei fazer):

- Acertar com a porra do picante na comida
- Pensar só numa coisa (eu queria mas, é mais forte que eu)
- Gostar de alguém sem cumplicidade
- Ir à pendura (porrinhaaaaaa que nervossss eheheh)
- (não quero comentários agora neste ponto sff, agradecida) Andar de saltos... pah ténis é ténis e não me venham com a tanga que senhora que é senhora usa saltos e não assobia.
- Ser simpática só numa de ah e tal porque fica bem... Não há pachorra, nem tempo para essas merdas...
- E mais umas centenas de milhares de coisas... que por motivos técnicos e profissionais não as posso divulgar, tenho uma reputação a manter. ehhhhh



7 realidades que eu faço bem:


( pahhhhhhhh agora só me apetece é dizer uma asneirola mas... mas... mas... assim de repente???... sei lá eu... )


- Falar à parva (ehhehe sem falsa modéstia acho que me ajeito bem)


Se entretanto lembrar de mais alguma coisa, aviso!



7 realidades que combinam comigo:

- Mar
- Serra
- Desassossego
- Estranhamente Absurda
- Sentidos
- (in)Timidez
- ( e mais não digo, que eu cá não gosto de dizer tudo, não por resguardo mas, porque também não gosto que me digam tudo... perde a piada disto a que tendem chamar de desafio... e que desafio maior do que sentir esse tudo que fica por dizer)...


Agora era suposto passar isto a 7 pessoas...
Então aqui vai, passo o Desafio

- À Amiga Olga
- Ao António Sala
- Ao bófia que teve a ousadia de me multar hoje em Loures (Senhor Bófia está lixado com F, sabia lá eu que aquilo era aquilo por amor de Deus)
- À abelha Maya (hoje no meu horóscopo disse que ah e tal e depois fui a ver e nada... está mal.. deixa uma pessoa na espectativa e vai-se a ver... )
- À tipa das bombas de combustível da estação de serviço de Torres Vedras que me lixou bem lixada, então uma pessoa já não pode sair de casa sem trocos que fica logo mal vista.. o que me valeu, foi que o António Sala apareceu lá nas bombas e emprestou-me 5 aéreos para chegar a casa, Obrigadinho ó Sala...)
- Ao papagaio da fotografia
- Ao bacano que teve a inteligência e a ousadia de inventar o arroz de marisco (não sei se entenderam mas, isto foi uma indirecta, numa de ver se alguém paga um arrozinho eheheh)

domingo, abril 08, 2007

Esperar esgota


Todos dias pensamos que é hoje que se faz um corte.
Um corte radical em algo que nos destroí.
Vivemos assim...
Com todo o crédito.
E damos todos os juros.
São dias a mais de prejuízo.
Temos a tesoura fria, pronta a cortar...
Não cortamos.
Não corto.
Fico calada.
Fiquei calada.
Calada.
Não cortei.
Por momentos não digo nada.
Cada som que penso, é difícil.
Cada gesto que movimento, é tortura.
A minha certeza já não basta.
Mistura incerta de passos.
Passos descalços.
Já falei.
Falei.
Já não quero.
Não basta o esperar.
Nunca bastou!
E eu tinha tanto por contar...
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CORTA

quinta-feira, abril 05, 2007

Ando com uma raiva do c.........


É que nem me venham com aquelas tretas de eufemismos completamente idiotas.
Quero lá saber eu disso.
Não quero.
Já disse.
Ando transparente.
Ando com uma fome incontrolável de vomitar toda a raiva.
A minha raiva.
Parece mal?
E quem é que disse que o vómito é para parecer bem.
Aliás, quem é que disse alguma vez que eu era de parecer bem?
Nunca disse.
Então, não me macem.
Estou com raiva.
RAIVA.
Não interessa porquê, nem por quem.
O que interessa é que estou faminta de estrangular todas as emoções recalcadas.
Não sabem quem sou.
Não sou ninguém mas, ao menos deixem-me ser rebelde o suficiente para desafiar a minha verdade.
Para me assumir inteiramente.
Tenho dito!

quarta-feira, abril 04, 2007

Qual é o vosso senhorio?



Ele não existia mas, mesmo assim insistiu em descer a avenida.
Era um avenida ‘fusca’,

daquelas avenidas que mesmo com todo o sol, tendem ao nevoeiro.
Mas, hoje essa tal avenida nem névoa tinha, apenas e só apenas o fulgor da lua cheia.
E que lua cheia.
Uma lua cheia de tudo.
Imaginem um sorriso largo, sincero, meigo…
Essa lua, nessa noite… era assim!
Mesmo assim.
Qualquer adjectivo seria pouco, qualquer sentir seria muito.
Por isso, e só por isso… sintam o que poderem dessa lua cheia.
Senão sentiram, não leiam mais.
Continuaram a leitura?
Ora ainda bem…
E ele lá subiu a avenida, com passos ora curtos, ora largos, ora atribulados.
E lá foi subindo.
Quando conto esta história, perguntam-me de imediato qual o solo da avenida…

...como se isso fizesse a diferença… e não é que faz?
Ahhhhhh se faz!
O chão era de terra.
Daquela terra que nem castanha é, de tão sentida.
Suponhamos que é acinzentada, mais a puxar para a cor de névoa.
Pois, mesmo não estando névoa, a avenida é desse timbre…
Prédios do final do século XIX, daqueles que têm aquelas janelas de sótão de varandas esqueléticas.
Essas janelas predominavam por toda aquela alameda, como se de uma verdade singular se tratasse.
Num desses sótãos vivia um ser plural, que de tão plural que era, fazia estremecer os restantes inquilinos…
Não pela sua presença mas, mais pela sua diferença.
E ele lá caminhava avenida acima,

e porque era sexta-feira ainda mais apressadamente subia.
Nesse dia da semana o chegar a casa tinha outro sabor… não porque alguém o esperasse mas, porque a lembrança de um esperar antigo, alentava o seu sangue adormecido.
E que sangue esse que tardava em acordar… em amanhecer!


Em limar a epiderme.


A EPIDERME!


No tal sótão de varandas esqueléticas vivia alguém que fazia com que tal lembrança ficasse menos presente, menos sentida, menos querida… menos desejada.
Talvez fosse por isso que ele corresse ainda mais.
E corria.
Um certo dia tropeçou.
A queda foi de tal ordem que a passadeira cravada na calçada se levantou, ficando sem qualquer tipo de paralelismo.
Até o semáforo ficou mudo.
Sem cor.
Lamentavelmente para o resto dos demais, ele levantou-se.
Sacudiu as calças, descalçou-se .. e num gesto fugaz disse:
Que a minha passadeira seja eu que a faça, que o semáforo esteja verde quando eu sentir que tenho que atravessar, que o sótão esteja carregado de lembranças que me façam sentir o caminhar com toda a minha verdade, que a varanda esquelética de vasos esquecidos sejam regados pelas minhas atitudes, e que este atar de sapato demonstre a força do meu sangue… a energia da minha atitude!
A névoa?
É necessária..
Incentiva a descoberta!
Ahhh e os restantes inquilinos?
Onde moram eles?
Não sei…….
Eu sei onde moro!
Eles de vez em quando refilam do meu desassossego…
E ameaçam em fazer queixa ao senhorio…
Como se o meu senhorio, fosse o mesmo que o deles….
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Qual é o vosso senhorio?





Notazeca de Rodapé:
A tal Alameda começou de terra.. e acabou em calçada!
Que coloquem vocês as pedras à medida certa.
A vossa medida!
E já agora como quem não quer a coisa… Qual é a cor do vosso semáforo?

terça-feira, abril 03, 2007

Entre o meu segundo e terceiro nome


Não é caminho.
Também sei que não é estrada.
Estou aqui.
Ali.
E peço boleia.
E insisto na boleia.
Naquela boleia.
E grito por cumplicidade.
H20 escorre-me na face.
Água salgada cravada no meu rosto, como se de poros se tratasse.
Cravada.
Aqui, bem aqui embutida.
Encaixada entre o meu segundo e terceiro nome.
Logo eu, que não tenho nenhum nome.
Nunca o pretendi ter.
Nunca procurei, por o ter.
Eu, sou apenas eu.
Não tenho qualquer tipo de presunção por ser alguém.
Não teria porque o fazer.
Não tinha por onde agir.
Não estou por nenhum caminho.
Nem sou o caminho de ninguém.
Não perguntem pelo meu nome.
Perguntem antes por mim, por favor.
Por favor.

segunda-feira, abril 02, 2007

Instruções? Não, muito obrigado!

- Para ti qual é o jogo mais difícil de jogar?
- Aquele cuja previsibilidade é imediata.
- Mas, esses são os mais fáceis.
- Por isso mesmo...
- Não entendo!
- Previsível.
Nota(zeca) de rodapé:
Para os viciadecos em velocidade como eu, ide ao estaminé do lado http://paraladomiocardio.blogspot.com/ gramar com o pó :P

quinta-feira, março 29, 2007

Idiota pessoa esta


Não vale a pena…
Ando aqui ás voltas com o cérebro… numa tentativa falhada de colocar o que sinto em poesia ou prosa, ou sei lá que raio chamam a estes meus devaneios.
Não vale a pena…
Se o que eu sinto é tão simples como isto:
Sinto-me uma idiota.
Uma perfeita idiota!
Idiota porque quebrei o muro que tenho vai já para três décadas.
Idiota porque peguei fogo à minha bandeira.
Idiota porque lembrei-me de mim.
Idiota porque esqueci a racionalidade.
Idiota por não ter receado.
Idiota por não ter parado.
Idiota por sentir que afinal de contas…

Tudo se resume a isso..
Á minha idiotice!
Por num momento, ter sequer sentido, que afinal eu até valia a pena….
… que idiotice a minha..

Sinceramente?
Eu não queria ter escrito nada disto… mas, há dias que tu procuras, e pedes um olhar, uma atenção, um gesto, um momento.. um qualquer coisa… não têm tempo… a vida corre depressa demais para este tipo de merdas dizem eles.. ...sendo assim, gramam vocês com o desabafo.

Sinceramente?
Mais que uma estranha pessoa… sou mesmo é: Idiota!
Idiota Avulso.

Isto até podia ter sido raiva mas, não!
É mesmo tristeza.
Não vou pedir desculpa pela rudeza destas linhas, nem tão pouco pela agressividade com que as escrevi e muito menos pedirei desculpas por estas palavras estarem assim completamente nuas de metáforas.
Farta de desculpas ando eu.

terça-feira, março 27, 2007

Boletim meteorológico


Permite-me a ousadia de te dizer que já não sou cúmplice do teu medo
Permite-me discordar quando te digo que me és indiferente
Permitiste-te a tudo
E eu
Eu não me permiti a nada
A Nada
Permite-me levantar o véu
Permite-me isso
Hoje
E se quiseres também amanhã
Eu permito-me a isso
Sem qualquer tipo de vergonha
Prefiro assim, à covardia
O meu tempo não me dá prazo para isso
Para covardias
Permite-me dizer que já dei por mim.
E sem pudor digo-te
Ó emoção.
Respira-me,
para eu poder-te dizer que afinal…
Dei por ti!

Sem qualquer tipo de permissão digo,
que tal como os impulsos, as minhas emoções não têm qualquer tipo de arte, são CRUAS e NUAS!
E tal como diz o sonoro... Bid my blood to run

segunda-feira, março 26, 2007

Caso estejam num local público, avisem a população que vão gritar, estas linhas meus amigos são para ser(em) lidas e sentidas aos berros! Gracias!



Caí no erro de querer grades.
Jaula.
De querer um qualquer querer.
Como pode ser isso…
Se o que eu quero é não querer?
Se o que eu quero são todas as vontades não especificadas.
Mas, profundamente sentidas.

Caí no erro de querer grades.
Jaula.
De abafarem-me as garras.
De calarem-me o grunhido.
Como borracha.
Grande borracha para apagar o anormal.

Caí no erro de querer grades.
Jaula.
De achar que era pedra.
Sem lima.
Nem isso, nem a outra coisa que parecia.
Parecia tudo e no fim não foi nada.
Nem doce, nem acido.
Tal vinho amargo.

Caí no erro de querer grades.
Jaula.
Já nem ouvia o fado da selva.
Da minha selva.
E que fado esse sem guitarras.
Sem xailes bordados.
É só fado cantado de garganta.
Cantado de garganta e sentido do esófago.
Com raiva.

Não é de lá que canto.
Nem daqui que escrevo.
Isto hoje é para mim.
Esta selva hoje é minha.
E desta minha selva, apenas vos digo que…

(isto agora é mesmo em altos decibéis)


É esta fome de saborear o ‘não domado’,

que faz de mim ainda nativa.

-

-

-

.

Ahhhhhhh caraças, soube mesmo bem gritar contigo!

sexta-feira, março 23, 2007

quarta-feira, março 21, 2007

Rastilho: PRECISA-SE


Não me macem com as vossas lástimas de vão de escada.
Sabem, vocês sabem…
Aquelas lamentações que de tão ensolaradas nem rastilho têm…
Não me levem a mal.
Ou se quiserem até levem.
Sinceramente?
Não vou dizer que me é indiferente.
Mas, tomem lá atenção sff
Que não pensem que esta minha interlocução é banal sem qualquer tipo de consciência.
É exactamente o contrário.
É de consciência que se trata.
E não pensem que não pesa.
Porque pesa!
E senão pesasse tanto, acreditem que nem este diálogo teria com vocês.
E é porque vos respeito.
E é porque vos estimo, que vos digo:
Comprem
Aluguem
De preferência façam um qualquer rastilho.
E dêem lume!
Muito fogo aos vossos movimentos.
E uma vez mais vos digo,
Não me levem a mal… mas,
Gosto de vocês o suficiente para vos dizer que…
É preciso, senão urgente um qualquer lume para movimentar o vosso desejo de…
De….?
Hmmmmmmmm
Estou curiosa..
De quê?
Digam-me lá…


Definitivamente
Peço-vos:
Baralhem-me o raciocínio se faz favor.

segunda-feira, março 12, 2007

Assumo: Sou uma Narcótica.

Assumo isto Hoje, porque simplesmente não sei se o poderei assumir amanhã!
Tanto que se deixa por assumir…
O amanhã não é certo.
Assumo irreversivelmente o tanto que nunca disse,
e o tudo que sempre pensei!
Mais que isso, assumo a epiderme!
Assumo aquele arrepio da espinha,
Aqueles poros envergonhados.
Isto não é nenhuma conjectura,
É apenas um qualquer acto irracional.
Vicio-me neste bicho de sentir
Arrumo de vez com o preconceito
Forro o juízo
Esse tino que me arma
Desarmo por completo o definido
Estou enleada em transparência
Completamente envolvida
Tudo porque quero
Porque definitivamente pretendo
A eloquência
Daquelas bem expressivas
E a cair de Loucura
Porque irreversivelmente assumi
Assumo
ASSUMO

Drogo-me de Insanidade, com muitas gramas de Emoção…
Ahhh que Prazer dos Diabos é esta ressaca da Diferença!
Este orgasmo de Demência!


Já não me importo…
Assumo a Invisibilidade!
A MINHA Invisibilidade.
E Tu?
O que Assumes?
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Aqui a Je vai desassossegar a estranheza para outras bandas.
Abanar a Anca ao som de outras Alienações ;)
Volto daqui 864000 segundos, mais coisa menos coisa.

Entretanto sintam o Tango do andar debaixo.
Nem todas as escadas que dão para a sala de dança, têm corrimão.
Nem todas as intensidades são visíveis.
Nenhuma madrugada tem repetição.
… a emoção não anda distraída.
E vocês?
Andam?
Tu?
Andas?
-
-
-
Qual é o teu fornecedor?

sexta-feira, março 09, 2007

Deixa-me contar-te como poderia ter sido o nosso Tango

Quem passava por ali não fazia ideia do que estava a acontecer.
Do que acontecia ali, noite após noite.
Rolava a intensidade nessas madrugadas,
não sei porque ninguém deu por isso… o facto é que ninguém deu por isso…
Ninguém deu por essa intensidade.
Por esse desejo ofegante.
As escadas eram de madeira, com degraus pequenos e sem qualquer corrimão.
Ele subiu apressadamente, já ouvia os primeiros acordes da melodia… tinha medo que ela já não estivesse ali, ou que tivesse arranjado outro par.
Entrou no salão ansioso.
Era uma sala de dança, daquelas típicas da década de 80, média luz, um balcão de ferro, grandes janelas para o exterior, no fundo alguns sofás…
Talvez porque a noite era de Inverno, talvez porque estava quarto crescente, talvez porque os dias já cansam de serem iguais a tantos outros…

....talvez por isso o salão estivesse cheio.
Mulheres de decotes enlaçados, saltos esguios, cabelos pintados, olhares disfarçados…
E já não lembrou porque foi ali.
Esqueceu-se que a música podia acabar.
Distraiu-se portanto!
Distraiu-se com o decote da Maria, admirou os saltos da Anabela, passou com as mãos pelo cabelo da Joana, piscou o olho à Vânia…
Com o cair da madrugada todas elas foram embora…
Já a música ia nas últimas notas, quando finalmente lembrou que alguém o esperava.
Foi até ao bar, pediu um martini.. observou a sala vazia.
Suspirou.
A dança tinha sido efémera.
A música oca.
Queria outra dança!
A dança.
Mas, tal como a música precisa de ouvintes.
O toque precisa de desejo.
Desejou.
Não tocou.
A música parou.
No sofá um bilhete:
Existem sons que encontras todos os dias, melodias que espreitam a cada canto como se de um hino se tratassem, e depois existem aquelas canções que ninguém as ouve, que nem sabe que existem, pensam que quando as querem ouvir que basta ligar a rádio.
Mas, essas canções existem, e por mais estranho que possa parecer… cansam-se de esperar que o ouvido se aprume.


Deixa-me contar-te como poderia ter sido a nossa dança.
O nosso tango.
O TANGO!
Sem decotes, sem pinturas, sem saltos, com sinceridade.
Pé aqui.
Pé ali.
Puxa. Arrasta a mão contra a cintura.
Esguelha os sentires.

Empatia de olhares.
Desenvolve a melodia.
Piano.
Toque no pescoço. Perfume silencioso.

Seduz o aroma.

Desliza o dedo.
Suor no pulso.
Mordida na orelha.
Avança com o toque que está no Refrão.
Enrola a perna, pé quente.
Lábios desvendados.
Silhueta permitida.
Aconchego perturbador.
Até podia contar-te o resto do Refrão.
Mas, estavas distraído com as Estrofes!

Esqueceste de Vibrar.
A dança precisa de suor.

De roçar no osso.
Até ao Tutano!
-

-

-
-
Escusas de lembrar qual a frequência desta rádio.
Da minha rádio.
É que eu… dei por ti.



quarta-feira, março 07, 2007

Isto não é um Testamento

Não vou estar com rodeios
Com artimanhas linguísticas
Com processos que se dizem oficiosos
Vou directa ao assunto

Hoje aniquilava-me
Sem qualquer tipo de piedade
Aniquilava-me
Assim, num só gesto
Sem dó
Nem sequer me permitiria a clemências
Isto não é um testamento
Mas, bem que o poderia ser
Sinceramente?
Hoje
Hoje aniquilei-me
-
-
-
-
E só agora dei por isso.
Pena tu não teres dado!
FUCK YOU TOO

Sentir ao som de Still Don't Give A Fuck By Eminem

segunda-feira, março 05, 2007

... antes de entrar no palco! Desnuda II


Aqui para nós, se um dia te disser isto:
Guardaste um ‘Apenas’ como se de tudo se tratasse.
Pensaste que afinal nada mais te poderia oferecer.
E tiveste razão.
Nada te posso oferecer.
Apenas partilhar o que de mais meu tenho.
Agora.. agora já nem isso saberás o que é!
Ficaste pelo ‘Apenas’.
E nem sentiste que bastava Apenas um minuto para num minuto tudo bastasse.
Não fiques admirado.
Porque deverias ficar, sim.
Mas, era AGORA!
Admira-te à vontade.
Mas, que essa admiração seja de atracção.
Olha, e não leves mal…
Mas, ando cansada de nunca me chegar o Apenas.
Preciso de um qualquer toque.
DESVENDO-ME!
Mas, isto….
Isto é só aqui para nós!

Emissor: O Agora
Receptor: A Passividade
Interlocutor: A Vontade

quinta-feira, março 01, 2007

Desnuda

Ouvir ao som de You Can Leave Your Hat OnBy Joe Cocker Era usual ela aparecer atrasada.
Mas, hoje apareceu mais atrasada que o costume.
Era cerca de onze horas e um quarto, a noite estava névoa, com uma temperatura nada amena, mesmo fria.. direi!
Daquele frio que rompe a garganta sem avisar, e nem todos os cachecóis fazem a sua ausência parecer afável.
E lá vinha ela apressada, com um casaco cor de marfim, olhava o relógio minuto após minuto, parecia querer encontrar algo… parecia querer algo sem aviso prévio.
E queria mesmo!
Virou na primeira ruela à esquerda, era uma travessa esguia de calçada torta, meio desengonçada…
E ela descia apressadamente e vasculhava os bolsos à procura de lume.
E cada vez que procurava e não encontrava, dava um suspiro, e esse suspiro ecoava naquela calçada como se de um terramoto se tratasse.
Finalmente chegou.
Era uma porta verde, de eucalipto com uma janela de grades, bateu três vezes… à quarta vez abriram a janela.
Ela gritou quem era, e só depois de alguma insistência rodaram a fechadura.
Imaginem um ranger de um dragão, era assim esse som… Essa sonância dessa fechadura.
Ela entrou.
Despiu o casaco cor de marfim, deixou que o seu tom de pele ofuscasse toda a plateia.
Deixou que os seus lábios erguem-se um qualquer desejo.
O desejo.
Subiu o palco.
Era um palco grande, sem degraus para o público, com luz directa para o anfiteatro.
Não recordem as galerias, não é disso que se trata.
Tudo se trata do varão.
E ela despiu-se
Assim sem preconceitos.
Sem qualquer tipo de pudor.
Despiu-se.
Demorou alguns minutos…
Foi ao som deste timbre que agora ouvem que tudo aconteceu.
Primeiro isto.
Depois aquilo.
E despiu-se.
E ficou assim.
Apenas assim.
Despida de tudo.
E vestida de nada.
O suor escorria-lhe pela face.
O queixo tremia e os ombros estavam tensos.
As sobrancelhas desvairaram em agonia, não tanto como a retina.
Essa ficou imóvel.
Ela ficara assim com ela própria.
Sem mentiras, sem renuncias, sem deixas.
E porque sem deixas ficara, sem deixas ficou.
O seu corpo parecia uma qualquer árvore, os braços abriram-se …
Os ramos abanaram ao som daquela, dessa música!
As raízes saíram do solo, o tambor estremeceu e ela, e apenas ela sentiu que o varão saiu daquele palco.
E a plateia ergueu as mãos, e foi um aplaudir de todos os lados, vindo de todas as direcções.
E ela com aquele olhar tímido, com as mãos a taparem o peito, abanou levemente a anca em direcção do queixo e apenas murmurou:
Deixem-me empolgar os sentidos, não me baralhem o desejo, nunca me desviem daquele olhar.
Um, dois, três…. Abanou novamente a anca.
Entreabriu as pernas.
E eles sem colapso, desviaram o olhar.
Ela importou-se?
Não!
Porque o palco estava lá!
E sem qualquer tipo de lástima, gritou novamente:
Deixem-me empolgar os sentidos, não me baralhem o desejo, nunca me desviem daquele olhar.

Palco:
A vida.

Ela:
Tu.

Varão:
Os teus sentires.

Roupa:
Os teus preconceitos.

Degraus:
Os teus medos.

Público:
Os teus receios.

Som:
As tuas veias!


Despe.
Respira.
Vibra.
Sente que afinal…
Vale a pena.


Abana a Anca!
O palco apenas quer ser surpreendido.
Com o quê?
Digam-me vocês!



Eu digo:
Sensualidade ‘intimidante’!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

A propósito da bela silhueta do 'faz de conta'


Pssstttttttt
Sim, Tu!
Psssttttt Psstttttttt
Estás na Fila da Hesitação?
Qual foi a senha que tiraste?
A do Medo?
Ou a da Raiva?


Pretendes esperar muito mais tempo?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Casca de Laranja

Existe uma multidão a pensar de olhos abertos.
Centenas de milhares de cérebros que insistem em pensar de olhos encetados, como se a retina fosse uma alavanca para a grande maratona dos neurónios.
Convenhamos que os melhores pensamentos são de olhos fechados, aqueles em que as pestanas superiores e inferiores se enlameiam num salgado doce.
Dizem que é por medo do ridículo.
Não creio que assim seja.
Sinto que tendem a pensar de olhos abertos porque é muito mais conveniente pensar apenas no que se vê.
Dá menos trabalho, e afinal de contas só se vê a laranja… para quê pensar no sumo dela?
Existe uma multidão a pensar de olhos abertos.
Centenas de milhares de cérebros que insistem em pensar de olhos encetados, como se o miocárdio perdesse pulsações por sentir demasiadas emoções.
Eu faço de conta que não me importo por pensarem em mim de olhos abertos.
Mas, no fundo…
Tenho pena de me verem apenas como uma casca de laranja!
Não que eu tenha muito sumo…
Mas, ando tão cansada de…. Sentir os outros de olhos fechados!
Existe uma multidão a pensar de olhos abertos.
Centenas de milhares de cérebros que insistem em pensar de olhos encetados, como se um simples comover afectasse a sua bela silhueta do ‘faz de conta’.


sábado, fevereiro 24, 2007

Julgamento Assumido


Hoje ouvi isto num filme:
“Não sou um Zé ninguém.
Eu tenho um Plano.”

Pois meus caros amigos, conhecidos e derivados:
EU assumo!
Eu sou uma Maria ninguém!
EU não tenho um plano.

Condenem-me se conseguirem.
Eu cá já li a minha Pena.
Escrita pela minha própria Sentença.