sexta-feira, junho 30, 2006

Bife ao almoço. Chá ás cinco. Moscatel ao entardecer ;)

E porque amanhã o menú é bifes.
E porque, tal como eu a maior parte dos portugueses vão ver o jogo no café.
Aqui fica a receita de um belo Bife à Café ;)
Bom petisco.
Bom Sábado.
Bom jogo.
Bons sorrisos :)


Número pessoas: 4
Modo preparação: Lume
Tempo prep.: 30 min
Grau de diiculdade: Fácil

4 bife(s) do lombo de vaca
3 c. sopa café forte
4 dente(s) de alho
2 dl natas
2 folha(s) de louro
margarina
1 c. café açúcar
q.b. sal e pimenta

1. Tempere os bifes com os dentes de alho laminados ou esmagados e a folha de louro em pedaços.
2. Coloque uma frideira ao lume com a margarina para aquecer.
3. Frite os bifes na margarina quente e em lume forte.
4. Retire os bifes ainda mal passados (caso goste deles mal passados) e tempere com sal e pimenta moída na altura.
5. Junte as natas à margarina mexendo até começar a borbulhar.
6. De seguida misture o café, vá mexendo até apurar e junte novamente os bifes e o suco que largaram para aquecer.
7. Retire do lume e sirva acompanhados de puré de batata, arroz branco ou uma salada e batatas fritas.

Ice-Cream

Centro da aldeia.
Rua deserta.
Nessa tal rua só passa um carro.
Avancei.
Mas, eis que a meio do caminho... surge outro carro.
Uma senhora.
Ora, sendo eu também senhora... mas, educada. Parei.
Encostei.
A outra senhora passa.
Devagar.
Muitoooooooo devagar.
Eu acenei.
Abri o vidro.
Disse olá.
A senhora olhou.
Fez aquele olhar de:
"Deves pensar que já és alguém, para eu tirar a mão do volante e acenar."
E eu pensei:
" Esta tipa vem lá dos 'States' a pensar que é alguém só porque um dia disse assim na praia: ò Ana Sofia vai-me ali comprar um ice-cream, que eu não sei dizer gelado em português."

Nota de rodapé:
A Ana Sofia é a filha.
A praia foi o Baleal.
A senhora tem a mania que ah e tal sou fina... mas, é mais pelintra do que eu.


E é isto.
Uma pessoa já não pode ser educada nas estradas.
E depois ainda dizem para termos calma na condução.
Uma pessoa fica enervada e com razão.

Para essa senhora e para o ice-cream dela, só tenho isto a dizer:


Vácuo


Porque é que os filmes de batalhas espaciais têm explosões tão barulhentas, se o som não se propaga no vácuo?

Qualquer semelhança metafórica com o meu presente estado de alma é pura ilusão!

quarta-feira, junho 28, 2006

Emoção é tirar os pés do chão!


Dá emoção à tua vida.
Faz pipocas com a panela destapada!
Ou então, arranja uma tampa para a tua panela!

Ela está mesmo ali ao lado!

terça-feira, junho 27, 2006

Onde está o erro?

Demonstração de que 2+2=5.


Tomemos por hipotese que A+B=C.

Se multiplicarmos por 1, ambos os lados da igualdade, não há qualquer alteração.
Mas, 1 pode ser escrito como 5 - 4=1.

Então:
(5 - 4)A+ (5 - 4)B = (5 - 4)C

5A - 4A + 5B - 4B= 5C - 4C

Se colocarmos os 5 de um lado e os 4 de outro, vem:
5A+5B-5C=4A+4B-4C I

Invertendo a igualdade:
4A+4B-4C=5A+5B-5C

Pela álgebra
4(A+B-C)=5(A+B-C)

Mas sabemos 2+2=4,
então:
(2+2)(A+B-C)=5(A+B-C)

Então segue que:2+2=5!!!!

ONDE ESTÁ O ERRO????

segunda-feira, junho 26, 2006

Van Basten vai beber suminho de laranja, que nós Sábado bebemos o chá das cinco!


Um aparte:
eu com estes títulos não tenho emprego no jornal "A Bola", porque esses bacanos ainda não tiveram conhecimento deste bolg à beira mar plantado... senão... :P
















Venha o chá.
Com açucar s.f.f.



Contudo é importante referir:

"(....)como é possível tanto descontrolo emocional, levando Costinha a fazer-se expulsar daquela maneira já depois de o árbitro lhe ter perdoado o 2ª amarelo? Como é possível Deco receber ordem de expulsão por agarrar a bola com a mão, como se estivesse numa peladinha? Como é possível Petit receber um amarelo pouco menos de 5 minutos depois de ter entrado? Como é possível tanta intranquilidade. (...)"
in Jornal Record


domingo, junho 25, 2006

Tiro o chapéu


Eu não uso chapéu.
Mas hoje resolvi usar.
E hoje apetece-me tirar o chapéu.

Tiro o chapéu.

Tiro o chapéu aos portugueses que vivem com uma reforma de m**** e mesmo assim sorriem.

Tiro o chapéu a todos os habitantes do planeta que vivem com um euro diário e mesmo assim sorriem.

Tiro o chapéu a todas as pessoas que sofrem a perda de um ente querido e mesmo assim sorriem.

Tiro o chapéu a todos os seres humanos que vivem diariamente com o medo da guerra e mesmo assim sorriem.

Tiro o chapéu a todas as crianças que não sabem o que é um aconchegar e mesmo assim sorriem.

Tiro o chapéu a todas as pessoas que ajudam a desenvolver causas humanitárias sem apoios e mesmo assim sorriem.

Tiro o chapéu a todos ,a que por uma razão ou outro dão asas ao que lhes vai no coração.


Eu não uso chapéu.
Mas hoje tirei-o.
Sei que não deram por isso.
Mas, mesmo assim sorrio.

sexta-feira, junho 23, 2006

Cantar até que o sumo lhes doa!


Aqui existem muitas cerejas.
Cerejas e ginjas.
Ora, não fosse esta a terra das cerejas.

Todos os dias da semana são dias de cereja.
Mas, no Domingo o povo quer é laranjas.
Dizem as más linguas que neste Domingo elas estão sumarentas.
Dizem outras linguas, que as querem é secas.



Seja como for, as laranjas que aproveitem bem o cantar até Domingo. :)
Que depois do dia santo, nem o santo lhes vai valer.


quinta-feira, junho 22, 2006

O outro lado da moeda enferruja


"Nenhum século professou o egoísmo de uma forma tão franca e tão crua como
o nosso."
George Sand, França [1804-1876]

Século XIX

.....

Palavras antigas de um presente recente.

Clique nas imagens s.f.f.

quarta-feira, junho 21, 2006

Mas qual queijo, qual carapuça!

- Sabe que idade é que tem?

- Boa tarde!

- Eu perguntei-lhe se sabe que idade é que tem?

- Sabe, eu aprecio muito queijo. Principalmente aquele que o Pauleta dá um pontapé.

- Mas qual queijo, qual carapuça!

- Minha senhora, eu gosto muito de queijo mas, ainda sei a minha idade.

- Não parece.

- E é claro que a senhora vai fazer a gentileza de me explicar o porquê.

- Então se sabe a sua idade, deve saber também que isso não são 'tramenhos' de gente.

- Mas quais 'tramenhos' minha senhora???

- Isso... andar de baloiço... parece mentira... isso é para crianças.. devia era ter vergonha! Já viu a sua figura???

----------------------------------------

Idem para:

- Andar de patins pelo luz fusco
- Comer gelado descalça sentada no meio da calçada
- Jogar à bola no meio da vila do concelho vizinho
- Calçar os mesmos ténis desde 1998
- Achar piada a um pássaro estranho e chamar gente para o ver
- Não usar sapatos altos em casórios, baptizados, divórcios e afins
- Ver um carreiro de formigas e colocar ramos a servir de A8
- Fazer um castelo de areia a chover


Mas, onde é que está escrito que eu ao fazer isto não tenho 'tramenho'??

E já agora, o que é essa coisa dos 'tramenhos'?

segunda-feira, junho 19, 2006

Se é pequeno ou grande é lá comigo!

Preciso de um momento.
Um momento por favor!

Sei lá se demora muito.
Não sei!

Sei que preciso desse momento.
Já disse que não sei se vai demorar muito tempo.
É tempo.
Se é pequeno ou grande é lá comigo.

E não me pressionem.
Não me obriguem a gostar daquilo que tem que ser.
Porque tem que ser.
Não é assim.

Simplesmente...
Simplesmente preciso de um momento.
Um momento por favor.
Um momento de definição.

sábado, junho 17, 2006

Meio a Zero


Hoje no jornal "O Jogo" :

“Se ganharmos meio a zero é o que a gente precisa”
Luiz Felipe Scolari


Ora bem.... meio a zero... hmmmmm
0,5 a 1?

Prosseguindo com a notícia:
"O seleccionador nacional troce o nariz a facilidades no embate desta tarde em Frankfurt, perante o Irão."

Quem torce o nariz sou eu!
Não estou a entender.
Então... 0,5 a 1???
Isso é o quê?
Meio golo?

É tipo o Nuno Gomes ir a correr... ai e tal vou marcar um golo.. não espera, a minha madexa está fora do sítio... e tau... devido à madexa ... o golo ficou a meio.

Ou será, Ronaldo em grande estilo passa a bola para Figo, Figo lembra-se da Avelã e passa a bola novamente para Ronaldo, Ronaldo lembra-se que está na hora de Portugal no Coração, foge a correr para a tasca mais próxima para ver a Merche na RTPi e tau fica o golo a meio.

Como meio mais meio é 1.
1 a 0.

Este Scolari é levado da breca.
Um visionário é o que é.
Ainda falam mal da economia brasileira.
Visões destas é o que é preciso.



sexta-feira, junho 16, 2006

DeSpErTaDoR


Não é a primeira vez que faço referência a uma qualquer publicidade, que por um motivo ou por outro alertaram o meu 'eu' para algo.

A verdade, é que já por uma ou duas vezes que ao ligar a televisão oiço o que deveria ouvir.

E hoje era mesmo isso que deveria ouvir.
E ouvi.

"E se você não levasse a vida tão a sério?"



O que faria????
O que eu faria??
O que tu farias??
O que você faria???

quinta-feira, junho 15, 2006

Se mudo. Falo. Se fico. Fico muda.

















Um cruzamento.
Vários caminhos.
Ruelas.
Estradas.
Becos.
Direcções...
Pontes.
Túneis.

Decidir.
D E C I D I R.
Ir por ali.
Ficar aqui.

Quero ir.
Quero mesmo ir.
Porque sei que lá.... É um novo começo.
Um novo tudo.
E cá nada me espera.
Mas cá...
Não sei...
Quando estava mesmo decidida a ir.
Lembrei-me:
"Quando deres conta, que sempre esteve ali mas, só agora dás pela presença. Então é isso."





Se mudo.
Falo.
Se fico.
Fico muda.
......
..

quarta-feira, junho 14, 2006

Estado de Alma

"Dia 14 os professores devem vestir-se de preto em sinal de luto
pela Educação para mostrar ao país e à Srª Ministra o nosso estado de alma."
by sms

SER PROFESSOR

"Ser professor é ser artista,

Malabarista,

Pintor,

escultor,

doutor,

Musicólogo,

psicólogo,

É ser mãe, pai, irmã, avó,

É ser palhaço, estilhaço,

Espantalho, bagaço,

É ser ciência e paciência,

É ser informação,

é ser acção.

É ser bússola, é ser farol.

É ser luz, é ser Sol.

Incompreendido?... Muito.

Defendido?.. Nunca.

O seu filho passou?

Claro, é um génio.

Não passou?

O professor não ensinou.

Ser professor...

É um vicio ou vocação

É outra coisa...

É ter nas mãos o mundo de

Amanhã

Amanhã

Os alunos vão-se...

E ele, o mestre, de mãos vazias,

Fica com o coração partido.

Recebe novas turmas,

Novos olhinhos ávidos de

Cultura

E ele, o professor vai despejando

Com toda a ternura,

o saber,

a orientação

Nas cabecilhas novas que amanhã

Luzirão no firmamento

Dá pátria

Fica a saudade...

A amizade.

O pagamento real?

Só na Eternidade."

Autor Desconhecido

domingo, junho 11, 2006

Metam os rótulos no raio que os parta

Chateia-me.
Chateia-me estes rótulos.
Estas visões estúpidas.
Estas observações tábua-rasa.
Chateia-me.
Entristece-me.
Muito.

- Porque sentes saudades da cidade?

- Porque lá era anónima.

-Anónima? Como assim? Não tinhas identidade?

- Tinha. Tinha a mesma que aqui.

- Então qual é a diferença?

- A diferença é mesmo essa.

- ãh?

- Lá sentiam a minha identidade como ser singular. Nome próprio.

- Não entendi. Nome próprio como identidade?

- Sim. Qual é o teu nome próprio?

- xxxxx

- E o sobrenome?

- yyyyy

- Vês? Está explicado.

- Mas, está explicado o quê?

- A tua identidade. Não é nome, e muito menos sobrenome.

- hã?

- É o que sentes. O que pensas. O que és. O que és sem sobrenomes, nomes, coisas.
És tu.
É como o velho ditado... " Quem vê caras, não vê corações."

sexta-feira, junho 09, 2006

QuEiXaS


Numa altura em que tanto se fala de patriotismo.
Em que tanto se sente o nacionalismo.
Em que tudo é bandeiras.
Bandeirolas.

Numa altura em que tanto se fala, e tão pouco se faz.
São queixas....

Histórias do dia a dia dos cidadãos portugueses.
Daqueles.
Destes.
Daqueles que ainda não pisaram os relvados.

http://www.queixas.co.pt/index.php

terça-feira, junho 06, 2006

Dia da Bestazinha ao Quadradeco


Hoje no Correio da Manhã:

"Insólito: marca do diabo agita milhares
Dia da besta ao quadrado desvalorizado pela Igreja"
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=204062&idselect=10&idCanal=10&p=200


hmmmm
Dia da besta ao quadrado...
Ora.
O número da besta é: 666
Isso ao quadrado é 666 vezes 666 igual a 443556.

Não entendo.
443556?
Eles querem dizer o quê afinal?

teca teca...
teca
teca
4 menos 4 é zero.
Zero mais 3 é 3.
3 vezes 5 é 15.
15 menos cinco é 10.
10 a dividir por seis não dá número inteiro.
É isso.
Não vamos sair inteiros até ao final do dia de hoje.
Porreiro.

Estes tipos do correio da manhã são do caraças...



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E antes que seja luz fusqueite aproveite e vá a um cinema perto de si http://www.theomenmovie.com/pt/

sexta-feira, junho 02, 2006


Cheguei, andei, parei, voltei a andar e, ouvi isto. E realmente é isto:




"O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído.

Deveria ter sonhado mais... amado mais, ver o sol nascer."



Tim

quarta-feira, maio 31, 2006

Os 'ses' , os 'sas', os 'sus' ......

E a propósito do post anterior... e dos 'ses' DESTE DIA:

Se eu fosse um mês, seria Dezembro
Se eu fosse um dia da semana, seria Sexta-feira
Se eu fosse uma hora do dia, seria conforme a hora do pôr-do-sol
Se eu fosse um planeta ou astro, seria Lua
Se eu fosse uma direcção, seria norte
Se eu fosse um móvel, seria uma estante cheia de livros
Se eu fosse um líquido, seria água salgada
Se eu fosse um pecado, seria a preguiça do não acreditar
Se eu fosse uma pedra, seria uma predra de calçada de uma qualquer ruela de vasos esquecidos.
Se eu fosse uma árvore, seria uma pereira de ramos toscos de inverno.
Se eu fosse uma fruta, seria pêssego (daqueles pêssegos que o meu avô descascava a tarde toda para mim no areal do Baleal. Tenho saudades tuas.)
Se eu fosse uma flor, seria flor agreste.
Se eu fosse um clima, seria uma qualquer trovoada.
Se eu fosse um instrumento musical, seria piano. Desafinado.
Se eu fosse um elemento, seria água.
Se eu fosse uma cor, seria preto fusco.
Se eu fosse um bicho, seria cavalo sem rédeas.
Se eu fosse um som, seria o ruído das ondas.
Se eu fosse uma música, seria qualquer uma que me reflectisse agora.
Se eu fosse um sentimento, seria desconcertante.
Se eu fosse um livro, seria "Um, ninguém e cem mil."
Se eu fosse um lugar, seria Baleal.
Se eu fosse um gosto, saberia a não sei quê.
Se eu fosse um cheiro, seria maresia.
Se eu fosse uma palavra, seria “Olhar”... de olhar mesmo, não ver. Olhar.
Se eu fosse um verbo, seria "Parvar"
Se eu fosse um objecto, seria lápis.
Se eu fosse um personagem de banda desenhada, seria o Calvin uns dias, o Hobbe outros.
Se eu fosse um filme, seria "O Clube dos Poetas Mortos."
Se eu fosse um número, seria o 7 sozinha, o 13 acompanhada.
Se eu fosse uma estação, seria as tardes de Outono, as manhãs de Inverno, o entardecer da Primavera, as noites de Verão.
Se eu fosse uma frase, seria silêncio.

Os três D's.


"A VIDA SÃO DOIS DIAS. FAZ DIRECTA."

Assim que abri a porta, foi isto que ouvi.
Gostei.
Mas, inevitavelmente fiquei amedrontada.

Publicidade a uma conhecida marca de refrigerante.
É um acto inteligente de facto.
Marcam-se com estas 'frases', e o consumidor absorve automaticamente a referida marca.

Marcas à parte, o que eu gostei mesmo foi da frase.... A vida são dois dias - Faz directa.

E nessa directa?
O que fazer com essa directa?
Eu sei que essa questão é mais que batida.
Mas, com o avançar da idade... essa questão toma uma particular verdade.

Sentesse mais os 'ses'.
Mas... e se isto.. e se aquilo.
As pessoas encolhem-se mais.
Deveriam ter mais defesas.
E têm.
Mas... falta a irreverência.

E para saltar os tais 'ses'.
Sinto que é necessário irreverência q.b..

E, se por outra as pessoas têm a tal irreverância q.b. e até 'pesam' os 'ses', são conotadas. Porque isto.. e porque aquilo.

A idade permite certas coisas.
Sim.
Mas, também deixa fugir umas quantas outras.


Dois.
Dias.
Directa.

segunda-feira, maio 29, 2006

Rua Camões


Era Outono.
Lembro disso.
Era Outono.
A Rua Camões estava dourada.
Aquele dourado que nos leva um pouco de nós.
A simplicidade.
O individualismo.
Todo aquele individualismo no núcleo da capital, arrepiava-me.
Ainda hoje arrepia-me.
Muito.

Era mesmo Outono.
Alguém disse.
No meio do banal.
Mas, alguém disse.
"Quando deres conta, que sempre esteve ali mas, só agora dás pela presença. Então é isso."

Hoje lembrei disso.
Assim.
Sem porquês.
Lembrei disso.

Ouvi estas palavras no Outono de 1999.
Mas, hoje...
Lembrei disso.

Pasmei!

sábado, maio 27, 2006

Acasos e Distracções

Começou no Dia de s. Valentim... O chamado dia de namorados.
Malta que não tem prendas.
Malta que não tem rosas.
Malta que não tem um telefonema de boa noite.
A malta juntou-se.
E eis que surgiram... O jantar de encalhados.

Por norma é uma ou duas vezes por mês.
Hoje foi só encalhadas.
Sim.
Porque digam o que disserem o sexo feminino é mais encalhado que o masculino.
Digo eu!

Conheço muitas encalhadas, e poucos encalhados.
Também é certo que exitem mais mulheres que homens.
Mas, também é certo que as encalhadas são sempre as mesmas.
Os encalhados é que não!

Existem várias teorias.
Há quem diga que os 'melhores exemplares da espécie', ou são panascas (perdoem a expressão), ou são padres ou estão casados.
Também há quem diga que um bom exemplar da espécie que esteja encalhado depois dos 25 e que não pertença a nenhum dos exemplos referidos anteriormente é porque está simplesmente à espera da 'tal'.
E também há quem diga, que esses pura e simplesmente não existem.
Ora bem, conclusão... ninguém chegou a conclusão nenhuma.
E ainda bem!
Que isso das conclusões não têm, nem nunca tiveram graça nenhuma.

Tal como já escrevi aqui não sei aonde.
"Eu tenho para mim, que o dia 14 de Fevereiro deveria ser o "Dia do Acaso"!
Ao contrário do que dizem, as pessoas apaixonam-se por acaso.
Basta estarem distraídas! ;)
Ás vezes existem é..... Problemas de expressão...
Um bom dia de ACASO para todos!
Sejam distraídos... Apaixonem-se!"

Tenho dito!

sexta-feira, maio 26, 2006

Redução ao Absurdo


É certo e sabido que tudo tem a sua definição.
É só ir ao dicionário.
E TAU.
Lá está ela.
A bela da definição.

Mas, eu hoje não quero definições.
Preciso delas.
Mas... Não quero.

Toda a vida com a merda das definições.
E foi logo na primária.
"Ahhh não sabes?? Vai ver ao dicionário."
E na racionalidade da matemática.
"Ora bem, pela definição de números primos sabemos que bla bla bla"

Definições disto.
Definições daquilo.
Definições.
Definições.
D E F I N I Ç Õ E S.

Mas, já disse.
E repito.
Hoje não quero definições.
Farta de tentar encontrar definições para tudo e mais alguma coisa.
Não quero.
Preciso.
Mas, não quero.

Na matemática os Teoremas mais bonitos de se provarem/demonstrarem, provam-se por 'Redução ao Absurdo'.
Hoje eu quero isso.
Reduzir-me ao absurdo.

Sim.
É isso.
Reduzir-me ao absurdo.

Posso não conseguir demonstrar nada.
Não chegar a lado nenhum.
Isso hoje não me interessa.
Hoje só isto como está basta.

Não sei é porquê que basta.
Mas, basta.
Dá agonia.
Dá estranheza.
Dá sei lá o quê.

É esse sei lá o quê.

É como aquela bicicleta.
O que ela está ali a fazer?
Não sei.
Mas deixa-a lá estar.
Os porquês.
As justificações.
As razões.
Isso tudo hoje não me interessa.

Ela está lá porque provavelmente alguém a colocou lá.
Ou foi com o vento.
Ou já a fabricaram ali.
Sei lá.
Está lá porque está.

E este não sei o quê, está aqui porque... sei lá.
Não sei.

quarta-feira, maio 24, 2006

Pardais ao ninho




E constantemente ouvimos frases tais como:

- Já tens idade para ser responsável!
- Ahhh mas isso é uma irresponsabilidade!
- bla bla bla irresponsabilidade bla bla bla responsabilidade... bla bla bla pardais ao ninho... bla bla bla


Mas, e a nossa responsabilidade enquanto seres humanos que somos??
Qual é?

Não falo da treta dos impostos.
Do se beber não conduza.
Do direito civico.
Do bla bla bla pardais ao ninho!

Falo da 'nossa' responsabilidade enquanto seres individuais.

Segundo Charles Chaplin
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,
é porque cada pessoa é única,
e nenhuma substitui a outra.

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,
e não nos deixa só,
porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós.

Essa é a mais bela responsabilidade da vida
e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."




Afinal as pessoas encontram-se ou não por acaso?
Será essa a tal responsabilidade da vida?

O tal sítio

E hoje assim, sem mais nem menos... colocaram-me a seguinte questão:

O que sentes quando ficas a olhar o mar?

Sinto.
Apenas sinto.

Existem pessoas que descontraem no campo.
Outras até num qualquer centro comercial.
Ainda outras numa qualquer baixa de uma qualquer metrópole.
Também há quem ainda não tenha econtrado o seu 'sítio'.

Nem é descontrair.
Nem é encontrar.
Nem é desanuviar.
É sentir.
Sentir mesmo.

O cheiro do sal.
A cor das ondas.
Reune tudo.

E se estou calma, preciso de mar trovoada.
E se estou desassossegada, preciso do oceano todo.

Sei lá.
Não sei.
É sentir.
Sentir mesmo.
Apenas isso.
Sentir.


E porque quando penso em mar, penso necessariamente no Baleal.
É o tal 'meu sítio'.



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terça-feira, maio 23, 2006

XIS, YIPSLON, ZÊ


Pastel de nata queimado.
Fernando Pessoa.
Cheiro a café.
Entardecer em Montejunto.
Maresia.
A força das ondas.
Folhas vermelhas outonais.
Dança do vento.
Revista XIS de sábados de manhã.
Conversas.
Olhares.
Cheiros.
Aromas.
Verdes.
Vermelhos.
Amarelos.
Calçadas Portuguesas.
Castelos Ingleses.
Fados Lisboetas.
Desgarradas Cadavalenses.
Pianos.
Clarinetes.
Violas.
Bolas.
Balizas.
Danças.
Palco.
Aplausos.
Bastidores.
Sorrisos.
Areia molhada.
Pé descalço.
Calça arregaçada.
Inverno.
Ilha.
Barco.
Tejo.
Praça.
Pregão.
Velocidade.
Frio.
Maça.

segunda-feira, maio 22, 2006

Isso. Isto. Aquilo.


Nunca uma primavera teve tanta chuva.
Chuva.
Porque é a chuva que faz crescer as colheitas.
Quando há sol ninguém diz nada.
Mas, há falta dele toda a 'gente' diz tudo.

Esta primavera tem outro sabor.
Não sei porquê.
Mas, toda a 'gente' fala dela.
Ou então... sou eu que nunca tinha dado pela presença dela.
Não sei.

Anda tudo com um olhar diferente.
E quando digo olhar. É mesmo o olhar.
Não são os olhos.
Porque os olhos é uma coisa.
E o olhar é outra.

Os olhos podem estar semiserrados.
Enevoados.
Pintados.
Fechados.

O olhar... não.
Todas as horas.
Todos os minutos.
Todos os segundos do dia.
Tens olhos.
Agora... olhar.
Olhar... Mesmo!
Pode durar um segundo.

Pode até durar metade de um segundo.
Até menos do que isso.
Mas valem todos os olhos do dia.

E não saber o porquê dessa valência, é que dá chuva.
Mas... chuva é bom.
Faz crescer as colheitas.
Faz sorrir na terra molhada.
Tremer no mar quebrado.
Faz isso.

Isso.
Isto.
Aquilo.
Faz.

sexta-feira, maio 19, 2006

Rebobinar


E se podesses rebobinar um dia?
O que farias?

E se podesses rebobinar um olhar?
O que olhavas?

E se podesses rebobinar um gesto?
O que tocarias?

E se podesses rebobinar um passo?
Onde andarias?

E se podesses rebobinar um sentimento?
O que sentirias?




E sabendo que não podemos rebobinar nada.
Porquê agimos como se o podessemos fazer?

quinta-feira, maio 18, 2006

Há dias assim !

Há dias assim !
Há dias em que uma simples música nos faz sorrir.
Sorrir, assim por nada.
Apenas isso.
Sorrir.
Foi ao entardecer.
Numa qualquer estrada.
Numa qualquer estação que ouvi essa música.
E não sei porquê.
Sorri.
E foi até agora.
A sorrir.
Como diria o 'outro': Há dias de carpediem.
Há dias assim !
E ainda bem.




Deixa o mundo girar
by Pólo Norte

Quantas vezes vais olhar para trás
Estas preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar

Olha em frente e diz-me
Aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz, é a tua voz
Atenção e a razão que tens

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar

Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estas de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estas de passagem

Vai aonde queres
Ser quem tu quiseres
Estende a tua mão
De quem vier por bem,

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar


Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estas de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estas de passagem



so de passagem
estou de passagem para outro lugar.

terça-feira, maio 16, 2006

Roupas à meia canela. Coração de canela inteira.

Escola Primária daquela aldeia que fica no sopé daquela serra.
Fins dos anos 80.
Olhar matreiro. Cabelo em pé. Roupas à meia canela.
Entrava nas nossas vidas pela primeira vez.
Vinha do outro lado da serra.
Uma terreola lá para os lados da Azambuja - dizia ele.

A seguir foi a 'preparatória'.
E o jogo da passadeira.
E as pernas partidas do 'ivai ai'.
E a adolescência.
E os primeiros cigarros com asma.
E as primeiras cervejas com vómitos.
E foi os passeios nocturnos de toda essa mocidade.
E foram as conversas na árvore até ás tantas.
E foi a formatura encolhida da banda filarmónica lá da terra.
E foram os passos de dança do Rancho lá do sítio.
E foi as passagens de ano no Baleal.
E foram risos e sorrisos.
E foram também lágrimas.

E fins dos anos 90. Assim, de repente... foi-se embora.
Lá para os lados do Carregado - Diziam alguns.
E já não eram apenas cigarros com asma.
E já era outra coisa.
E já não sonhava. Senti no olhar.
E já era voz distante.
E já não era olhar matreiro. Era perdido.
Mas, encontrou-se.
E foi risos e sorrisos.
E foi outro 'ivai ai' mas agora diferente :)


Sábado, 13 de Maio de 2006, 8 horas da matina
Estrada principal daquela aldeola que fica no sopé da serra.
Mocidade reunida.
Olhares de quem não foi à cama.
Gravatas perdidas.
Sapatos engraxados.
Depósito cheio.
Destino: Figueira da Foz.
O olhar matreiro, cabelo em pé. O roupa à meia canela ia dar o nó.
Chegamos.
Lá estava ele. No passeio, mãos a suar, voz trémula... e cabelo em pé.
Olhar apaixonado.
E é incrivel como o simples é tão bonito.
E ela entrou.
E ele no altar. Olhar fixo no nela.
E é raro sentir num casório, o que aqueles dois transmitiram aos presentes.
Amor.

E quem disse que os namoros de anos e anos é que são sólidos e verdadeiros?
O Roupas à meia canela provou o contrário.

É como aquela frase que se ouve de vez em quando na rádio:
"Acreditas no amor à primeira vista, ou é preciso passar outra vez??"

sábado, maio 13, 2006

E tu estás predisposto a isso?


- Assim de repente o que tens a dizer sobre isto?

- É pah... Sei lá!

- Mas, hás-de concordar que tens alguma opinião sobre isto.

- Concordo.

- Então e qual é?

- Qual é o quê?

- A tua opinião?

- É pah assim de repente só me ocorre uma coisa.

- E qual é?

- Qual é o quê?

- Qual é essa coisa?

- Está um nevoeiro do caraças!

- Por acaso está. E isso vem a propósito de...?

- Do que perguntaste.

- Ahhhh.... e...?

- E é essa a minha opinião.

- Sobre?

- Sobre o que perguntaste.... "Qual era a minha opinião sobre isto?" E eu respondo: Está um nevoeiro que não se pode.

- hmmmmmmm.....

- Está nevoeiro.

- E.....?????

- E é isso. Está nevoeiro. Tendem a colocar os médios. Coloquem os faróis de nevoeiros que assim já conseguem alcançar o caminho.

- Mas, e se eu não usufruir de faróis de nevoeiro?

- Aí, só tens duas saídas. Ou continuas a ver tudo nublado, e tendes para um caminho que não é o teu. Ou arranjas uns faróis à tua medida e caminhas.

- E qual é o teu caminho?

- A pergunta não é essa.

- Então qual é?

- A pergunta é: Se estás predisposto a alcançar os tais faróis!

- Então a minha pergunta é: E tu estás predisposta a isso?

quinta-feira, maio 11, 2006

Península


O ser humano complica tudo.
O ser humano não.
Correcção: Algumas pessoas complicam tudo.

É como estarmos numa qualquer península.
Há quem veja apenas o mar.
Há quem perceba que afinal não é mar, mas oceano.
Há quem esteja de costas para o mar, e veja apenas o areal.
Há quem veja apenas e somente a península.
Há quem veja o caminho entre a península e o continente.
Há quem veja a ilha em frente.
Há quem veja a península, a ilha em frente, o caminho, o ocenao, o areal e ainda a gaivota no ombro do pescador.
E...
Há quem não veja nada!

E, depois existem aquelas pessoas que estam no continente.
Que pensam que vêm a península. E vêm areia.
E teimam em construir um castelo dessa mesma areia no continente.
E não vêm a gaivota.
Porque a gaivota parece insignificante.
E estão tão confiantes que a gaivota nada é, que constroem o castelo com todas as certezas.

Mas, a gaivota afinal está lá.
E voa.
E tem asas.
E consegue voar.
E além de ver a península, o caminho, o oceano, o pescador, a ilha em frente, o continente, o areal...
Ainda vê.
E imagine-se.
O olhar.
Do pescador!
Porque afinal... a gaivota não tem castelos como a pessoa que está no continente com todas as suas certezas.
Mas vê.
Mas sente.
O olhar do pescador.
A maresia do mar.

E isso basta?
Dizem que sim!

Não sei.

quarta-feira, maio 10, 2006

Avesso


- Irristaste com facilidade.
- Raramente me irrito.
- Então, o que é isso?
- Estou virada do avesso.
- Virada do avesso???
- Sim, virada do avesso.
- Portanto, irritada.
- Não são sinónimos.
- Então, são antónimos.
- Também não.
- Mas, se não é uma coisa é outra.
- Não. Então, se uma pessoa é branca, é preta??? Existem os amarelos, os molatos.
- Então, mas afinal o que é isso virada do avesso?
- É como aquela música de mafalda veiga.
- hã?
- Quando há qualquer coisa que nos sufoca
e os dias são iguais a outros dias
e por dentro o tempo é tão voraz
Quando de repente num segundo
qualquer coisa me vira do avesso
e desfaz cada certeza do meu mundo.
Entendes?
- Não.
- Então é porque nunca estiveste virado do avesso.
- Felizmente.
- Se tu o dizes... quem sou eu para contradizer.
- hã? Mas, agora achas positivo uma pessoa estar virada do avesso?
- Nunca gostei de monotonias. E a quietude nunca teve piada nenhuma.
- hã?
- pah..... Estou inquieta. Virada do avesso!
- E sorries porquê?
- Por causo do avesso! :)

sábado, maio 06, 2006

Questão pertinente

Hoje perguntaram-me:
Como é que eu sabia ou sentia, que alguém era importante para mim?
Respondi:
Quando sinto saudades.
Perguntaram:
Saudades como?
Respondi:
Simplesmente... saudades!
Perguntaram:
Mas que saudades?
Respondi:
De estares bem aqui ou ali mas... de repente, passares a não estares bem aqui ou ali... porque simplesmente tens saudades!

quarta-feira, maio 03, 2006

Qual é a tua maçã ?


Liguei agora aquele aparelhómetro que dá pelo nome de televisão.
Oiço um anúncio de uma conhecida marca de refrigerantes:

"Um aplauso para todos aqueles que se atrevem!"


Aplausos.... para todos aqueles que se atrevem....
Silêncio!

Contemporaneamente são poucos aqueles que se atrevem.
Atrever, atrever mesmo!
Como dantes, naqueles dias ensolarados em que se subia à árvore junto do marco da escola para comer uma maçã, tendo como grito de fundo a voz rouca da professora nortenha da 3º classe!

Hoje ainda existem dias ensolarados.
Ainda existem dias assim.
Não existe é atrevimento.
Atrevimento!
Puro e simples atrevimento.

E porque com o atrevimento (ou com a ausência deste) existe o medo.
Paralelismos.

Nesses dias ensolarados não existia o medo.
Não havia tempo.
Agia-se e pronto.
E bastava.

Hoje pensasse muito.
E age-se pouco.
Cautela?
Não sei.
Cobardia?
Talvez.

Ainda existem dias ensolarados.
Eles continuam cá.
Aqui.

Dantes era só subir à tal árvore.
Sabíamos que um ramo podia quebrar.
Sabíamos que a queda seria grande.
Mas estava lá a maçã.

Ainda existe maçã.
Mas, existe o medo... de cair.
E dos dias ensolarados não terem horas suficientes.
Ou por outra... de terem horas a mais.

Nesse tal pomar, existiam maçãs no chão.
Mesmo ali, à mão de semear.
Mas, não!
Subíamos a arvóre.
Porque o que está à mão de semear não tem, nem nunca teve, muita graça.

E hoje?
Se sabemos que continua a não ter graça as maçãs que estão no chão.
Porquê não subir a árvore?
Assim nem as maçãs do chão... nem as maçãs dos ramos.

Um aplauso para todos aqueles que sobem a árvore.
Um aplauso para todos aqueles que se atrevem a quebrar um ramo.
Um aplauso para todos aqueles que não ficam pura e simplesmente a olhar a maçã.

E tu?
Qual é a tua maçã?

terça-feira, maio 02, 2006

Será?



"Quem não gosta de estar sozinho é uma péssima companhia."

Gonçalo Tavares in Diário de Notícias



Implicação ou Relação de Equivalência ?

domingo, abril 30, 2006

VIP'S... Vácuos Importantes do Progresso'S





Hoje estive no mega almoço do frango no Cadaval.
5000 kg de frango para toda a população e comunidade em geral.
A comunidade em geral almoçou de pé, numa mão a bela de perna de frango (que diga-se de passagem que sim senhor o tempero estava óptimo)e na outra mão a bela da carcaça e a bela da imperial.
A malta não se queixou.
O frango estava bom.
O convívio também.
O céu limpo agradou.
Ora, isto foi a comunidade em geral.

Porque a comunidade em particular (portanto... os vip's)estavam numa zona restrita, com mesas de linho, flores no centro, meia dúzia de talheres, vinho tinto da região e segurança à porta.
Um àparte: A cinha até chegou com o motorista e quase que estacionou em cima da população em geral.
Continuando...
Esta comunidade em particular tinha por ... como se diz... 'manager' ou sei lá... a moça do tarot... a nossa querida amiga e companheira de infância Abelha Maia.
Esta senhora que se diz amiga da comunidade em geral... irritou-me.
Poucas pessoas irritam-me.
Esta senhora irritou-me.
Ar altivo.
Olhar sem olhar.
Daquele olhar ... que nem olhar é.
E andava por lá, com as câmaras atrás a falar com os populares.
Grande actriz.
E no seu eu semi-serrado eis que se vira para uma da sua clã, e entre um encolhe ombros murmura... "Gentinha..."
Ora minha cara amiga...
Somos gentinha sim senhor...
Gostamos de comer o belo do frango com as mãos, sim senhor!
E no fim até chupamos os dedos, sim senhor!
Gostamos do convívio sem pagamentos, sim senhor!
Gostamos de olhares cheios, sim senhor!
E especialmente...
Gostamos muito que não nos tormem por parvos.
Porque ... minha senhora... a abelha voa voa... até a gentinha querer lá pôr a flor.

sábado, abril 29, 2006

Hoje apetece-me isso!

O que faz as pessoas mudarem tão depressa de opinião?
Num momento defendem com unhas e dentes uma realidade.
Noutro momento nem por isso!

Num momento choram e choram por um amor.
Ahhh e não sei o quê que a minha vida acabou!
Noutra... pufffffff.

Por mais que tente entender.
Não entendo!
Se estão indecisos com isto ou com aquilo, então porquê tanto alarido??
Para construírem um núcleo?
É para quê?

Num dia são do psd, noutro do cdu.
Num dia gostam do preto, noutro o branco.
Será por modas?
É o quê?

Num dia é o peixe, no outro já são alérgicos ás espinhas.
Numa tarde gostam de chocolate, noutro já fazem borbulhas.
E depois, levam toda a gente atrás.
Isso chateia-me.
Chateia-me.

E se não vais atrás... ahhh e não sei o quê és um anti-social.
A questão é mesmo essa.
Hoje podes gostar de peixe.
Amanhã de carne.
À tarde do branco.
À noite do preto.
Mas, não fazer alarido.
Choros.
Tangas.
Uma pessoa leva a crer que o sofrimento é verdadeiro.
E gasta tempo e energias.
E é uma chatice.

Hoje apetece-me jantar camarão.
Beber uma confraria moscatel.
Dançar à beira mar.
Hoje apetece-me isso.

Amanhã?
Não sei!

quarta-feira, abril 26, 2006

Tenho a palavra mais portuguesa de Portugal... SAUDADES!


Tenho saudades...
Saudades!
Saudades das cores, dos cheiros, do Tejo...
De sair de manhã, ir à padaria do bairro e já ter os papo-secos à minha espera.
Tenho até saudades da senhora já saber que gosto deles torradinhos!
Até tenho saudades de: "Menina não se diz papo-secos mas, sim carcaças.!
Tenho saudades disso!

Tenho saudades do Senhor Domingos.
Sabia tirar o meu café 'curto' como ninguém!
Tenho saudades de todos os dias me perguntar o porquê deste ou daquele meu olhar.
Até tenho saudades dele implicar com o meu 'ser maltrapilha'.
Tenho saudades disso!

Tenho saudades da Rua da Praça.
Dos pregões.
Da Dona Manuela que tinha os melhores legumes da Capital!
Tenho saudades da Loja de Doces da esquina.
Tenho saudades do Senhor António do quiosque.
Tenho saudades disso!

Tenho saudades do eléctrico 36.
De estar à chuva e reclamar a sua demora.
De me sentar cá atrás e sentir Alcântara e a subida até à Ajuda.
Tenho saudades das calçadas!
Dos ramos das árvores que batiam na minha mão.
Dos vasos nas varandas.
Tenho saudades disso!

Tenho saudades da minha janela.
Da vista sobre o Tejo.
Do Cristo Rei sempre de braços abertos.
Tenho saudades de me sentar na janela de madrugada, fumar um cigarro e sentir o silêncio de Lisboa... parecia que era só aquilo. Eu e o Tejo.
Tenho tantas saudades disso!

Tenho saudades de ser eu.
De não ser filha daquele e neta daquele outro.
Tenho saudades de mim.
Tenho saudades de ser só eu.
Tenho tantas saudades disso!

Tenho saudades de ter a chave na porta.
E um trazia o vinho, outro o peixe, outro as cartas...
Tenho saudades das tertúlias.
Tenho saudades de não ter cadeiras suficientes para eles se sentarem.
Tenho tantas saudades disso!

Tenho saudades do 'fernezim' dos exames.
Do stress de ser amanhã e, ter que estudar hoje.. porque ontem houve jantarada.
Tenho saudades de sorrir ao olhar para um longo cálculo e tudo aquilo fazer sentido.
Tenho saudades de saber lutar.
Tenho saudades disso!

Tenho saudades de estar sentada na 'Brasileira' e beber um café na companhia de Fernando Pessoa.
De estar só ali sentada ele e eu. Observando aquele corropio de gente a entrar e a sair do metro.
Uns com o sobrolho franzido, outros com os olhos ainda semi serrados..
Tenho saudades disso!

Tenho saudades da festa de santo antónio da Travessa.
Do cheiro a sardinhas assadas.
De se lembrarem que não gosto de sardinhas... e ter uma bifana à minha espera.
Tenho saudades de todos esses avôs e avós.
Tenho tantas... mas tantas saudades disso!

Tenho saudades de ir ao 2º andar pedir ervilhas.
Chegar ao último andar e ver que não tinha carne.
Tenho saudades de não ter sport tv, ouvir um grito das escadas do Senhor César para ir ver o Benfica.
Tenho saudades de discutir com ele por causa do seu Belenenses.
Até tenho saudades da esposa dele reclamar que queria ver a telenovela...
Tenho saudades disso!

Tenho saudades.
Saudades de me rir do tudo e do nada.
Saudades de assobiar na Rua Augusta e alguém dizer que "Não sabia que é feio uma senhora assobiar".
Tenho saudades de Santa Apolónia.
Da feira da ladra.
De vender quadros no Castelo de São Jorge.
De andar de patins nos Jerónimos.
Tenho tantas saudades disso!


... e agora na rádio oiço a voz do Tim:
"O acaso vai-me protegendo enquanto eu andar distraído.
Deveria ter sonhado mais.
Amado mais."

segunda-feira, abril 24, 2006

Silêncios


Ouve-se uma música do outro lado.
Ouve-se conversas paralelas e oblíquas.
Ouve-se um carro a descer a calçada.
Ouve-se um riso.
Ouve-se um copo que se partiu.
Ouve-se o estalar de um esqueiro.
Está frio!

Ouve-se que não sei o quê do campeonato.
Ouve-se outro não sei o quê de ontem.
Ouve-se ainda outro não sei o quê de amanhã.
Está frio!

Ouve-se passos.
Ouve-se um murmurar.
Está frio!

Ouve-se tudo... E não se ouve nada!
Ouve-se, não se escuta!
Escuta-se o que se esconde!
Ouve-se!
Houvesse o que se ouve. E não houvesse o que se escuta!
Está realmente frio!

Escuta-se o silêncio.
Escuta-se o olhar.
Mas, não se ouve.
Abafa-se.
Está mesmo muito frio!

quinta-feira, abril 20, 2006

Sala de espera


Tarde de sol. Algum vento...

Sala de espera do centro de saúde da vila.
Uma mãe pelos seus sessenta anos.
As duas filhas de trinta e qualquer coisa.
Duas netas.
As seis discutem a conta da mercearia de uma tal Maria, que supostamente tem dinheiro e não paga.
Ardente bate boca, cada uma tem a sua verdade absoluta...... toda a sala já sabe quem é a Maria e, qual foi a última vez que teve diarreia.

Na outra extremidade um casal jovem, ele falava pelo canto da boca... ela não queria ouvir.
O filho dava as primeiras passadas.
Quando caía, um dos dois discutia a vez de ir levantar o puto... entretanto, o puto levanta-se sozinho.

Num outro canto, duas irmãs.
Uma discutia que ela não tinha nada, que era uma perda de tempo e de dinheiro estarem ali.
A outra declarava que sim senhor, deveria estar ali porque entretanto poderia ficar doente para o fim de semana, e que era uma chatice perder a madrugada de sábado.

No meio de todas estas cumplicidades familiares.... o guarda que insistia em dizer mal do autoclismo da casa de banho da vizinha do lado.............

E é isto.
Chateamo-nos com pequenas coisas.
Perdemos tempo e energias preciosas.
Damos valor apenas ao que temos quando perdemos.
E se mesmo tento noção disto tudo, sorrimos.
Somos tomados por loucos!
Porque dizem que só os loucos sorriem tendo percepção da lágrima.

Loucos?
Louco é ter o filho a dar as primeiras passadas, ter a mulher que ama mesmo ali ao lado... e... falar pelo canto da boca... monólogos.
Louco é ir ao médico, sem ter doença nenhuma... Enquanto poderia estar a desfrutar de um belo pôr do sol, no areal mais próximo... ou mais longe!
Louco é o autoclismo da tal vizinha!.....

E sorrir tendo percepção da lágrima?
É louco???
Que seja!

E sentir que isto a que tendem a chamar de vida não é uma sala de espera?
É louco???
Que seja!

E não esperar que chamem por nós, não esperar pela nossa vez, não tirar a senha?
É louco???
Que seja!


Apetece-te correr?
Corre.

Apetece-te voar?
Voa.

Apetece-te comer um gelado?
Come.

Apetece-te ver o mar da Figueira que fica a 200 km?
Vê.

Apetece-te olhar nos olhos quem temes?
Olha.

Apetece-te chorar num local público?
Chora.

Apetece-te amar?
Ama.

A tua vez?
A tua senha?
Ahhh estás sentado à espera na tal sala.

E depois... os outros é que são loucos.
Que seja!

Óculos escuros


Existe agora por aí, um anúncio televisivo e radiofónico que é mais ou menos assim:
" Qual é a primeira coisa que faz, assim que entra no carro?"
Uns colocam os óculos escuros...
Outros o cinto...
Uns procuram a estação de rádio favorita....
E depois há aqueles que não têm nada definido...
É o que 'calha'...

Como é que construímos as nossas rotinas e porquê????
Subconsciente?
Consciente?
É o quê?

Existem aquelas pessoas que dormem sempre do lado esquerdo...
E aquelas que bebem sempre cola-cau de manhã...
E também aquelas que assim que entram em casa ligam a televisão...
Mexem sempre o café para o lado direito... no mesmo café.
O caminho para o trabalho é sempre o mesmo...
A programação radiofónica igualmente.

Subconsciente??
Ou.... consciente??

Porquê ir sempre pelo mesmo caminho, se todos os caminhos vão dar a Roma?
Porque mexer o café sempre para o lado direito, se para o lado esquerdo o café também se dissolve???
Porque ir beber o dito café, sempre ao mesmo 'café'... se na esquina ao lado há outro 'café' que até se ouviu dizer que tem 'bom ambiente'?
Porquê ligar a televisão, se na parteleira há poesia e no céu as estrelas?
Porque cola-cau, e não de vez enquanto nestum?

Subconsciente??
Ou.... consciente??

Talvez as rotinas sejam feitas do material de que são feitos os óculos escuros...
Escondem olhares.
Escondem o que queremos realmente.

Subconsciente?
Não creio.

Sinto que podemos até ser marionetes, mas temos plena consciência dos fios .......
Se somos conscientes lúcidos... ????????
Não sei.....

Tirem os óculos de sol por uns minutos... e logo se vê!

Carrossel



Hoje falou-se de infância... de sonhos de infância, daqueles sonhos puros.
Puros.
Apenas porque não existiam isso mesmo... os porquês...
Não se questionavam.
Sonhava-se e isso bastava.
Bastava!

Daqueles sonhos que faziam realmente sorrir.
E que com muita imaginação e boa vontade ainda nos fazem sorrir...
Daqueles sorrisos verdadeiros que surgiam de uma simples volta no carrocel.
De uma simples visão do desenho animado preferido.
Até os olhos se riem.

E agora?
Riem?
Qual o diagnóstico do nosso olhar?
Será que ainda nos comovemos com o orvalho?
Ou será que todo o nosso olhar é.... nevoeiro?
Tal o nevoeiro, que nos ofusca o verdadeiramente importante: as sensações.

E aquelas voltas no carrossel?
Parecia que todo o mundo girava.
E girava!
Bastava imaginação.
E era o vento.
E era a velocidade que parecia estonteante.
E era tudo.
Os cavalos a trote...A música só para nós.

Era o mundo ali.
No carrossel.
E tudo parecia nosso.
Porquê?
Porque sentíamos.
E isso bastava.

Hoje já não basta...
Pesa-nos a razão.

Ou será.... o coração?

Jogo de Setas


Já observaram os gestos e expressões das pessoas, ao jogarem um simples jogo de setas?
Desses jogos que costumam estar num qualquer bar....
Coloca-se uma moeda de 50 cêntimos... e eis que é só atirar a dita seta para o alvo.

Algumas setas ficam longe do objectivo pretendido.
Outras nem sequer atingem esse objectivo e ... caem no chão.
A pessoa baixa-se, apanha a seta... e continua a jogar.
Pode enconlher os ombros.
Pode rir-se com a sua 'azelhice'.
Pode até ficar indiferente ao dito jogo.

O certo é que...
Baixa-se.
Agarra a seta.
Continua a jogar.
Aponta novamente ao alvo..
A seta caí novamente.
Não faz mal.
Um novo encolher de ombros.
Apanha a seta.
Continua o jogo.
E outra..E outra..E novamente o alvo.

E na vida?
Nos sonhos?
Nos objectivos?
Nas nossas metas do dia a dia...??
É assim?
Será que nos baixamos para agarrar a seta... e continuar a jogar??
Será que temos sempre em foco o ... alvo?
Ou será que encolhemos os ombros e recuamos.
Paramos o jogo.
Simplesmente desistimos.
Sabemos que o alvo continua lá... a vida continua lá...Nós continuamos lá.

Mas pesa-nos o simples baixar e apanhar a seta... o simples movimento de saltar esse obstáculo..
Por vezes a seta caí lá longe...
Além de nos baixarmos, é necessário caminhar um pouco.
Não caminhamos.
Paramos? Mas o alvo está lá.
E na maior parte das vezes a seta está mesmo ali.
Comodismo?
Ausência de vontade?
Medo de a seta cair tantas e tantas vezes???

Sabemos que nesse bar o jogo de setas está lá todos os dias.

E o outro jogo?
O da vida?
Está?
Será que vamos ter sempre setas?

O que é isto?

Apenas... desvaneios.
É isso.

... Conversas de Café!

Do que falaste?
Ah... falei conversa de café!

Mas, o que é isto de conversas de cafés??
O que é isto... afinal?
Olá, tudo bem?
Então e o Benfica??? Grande jogo... vamos lá ver se no domingo nos safamos..
E o Cruz? Lá continua preso.
Este café está queimado... cinquenta cêntimos para isto.

É isso?
Não sei.
Afinal o que é?
Café...Conversas...Conversas....Café!

No trabalho... conversas de café.
Na rua... conversas de café.
No autocarro... conversas de café..........
No café... conversas de café.
E... para quando..
Conversas de Olhares?
De tudo e de nada.
Do banal e do social.
Do desvaneio e do pensamento.
Do coração e da razão.
Sem benficas, sem cruzes, sem monólogos.

Assim... Só assim.
Conversas de Olhares.
De silêncios.
Sem sentido e com todo o sentido.
Com absurdos... mas.. conversas.
Passamos toda uma vida.... com... conversas de café.

E parece que essa realidade cresce exponencialmente.
Porquê? Não sei.
Talvez as pessoas tenham medo.

Medo de se mostrarem.
De se darem a conhecer.
Medo de transparecerem.
Medo.

Hoje, no entardecer li no café.. numa qualquer revista que:
"As relações estão minadas de equívocos e ambiguidades porque vivemos demasiado à defesa. Ou ao ataque, se quisermos ser mais realistas."

Tenho para mim que as conversas de café, escondem apenas.

É isso.
Escondem apenas.

O quê?

O que nos incomoda?


O que nos incomoda?

Todos os dias oiço.... "Áh e tal, esta situação está a incomodar-me...!"
Mas que situação?
Definem a situação!
O que te indomoda afinal???
O café vir com açucar, e tu preferires com adoçante???
O facto do tabaco ter aumentado 70 paus???
O Carlos Cruz estar em prisão domiciliária à meses, com direito a net adsl... Quando eu ainda tenho net analógica??

Mas é o quê afinal???

A cena da curva da Boiça estar mais inclinada que o costume aos fins de semana?
A treta de preencher a papelada do IRS??? Quando todos sabemos que afinal de contas IRS quer dizer Incontinência Racional Sádica....Se querem mijar! Que mijem longe, porra.
Sempre ouvi dizer que: Mais vale mijar na Remeleira que em Lisboa inteira.
E se vejo a Rameleira da minha janela, porque raios é que tenho de pagar para aqueles c........ virem mijar à minha beira????

A mim particularmente incomoda-me várias situações...
Umas mais complexas... outras nem tanto!
A verdade é só uma.
Eu sou uma incomodada com a realidade envolvente!
Mas nunca! E sublinho, NUNCA uma acomodada!

Incomoda-me o cinismo, daquelas pessoas que áh e tal porque para parecer bem vêm cumprimentar!
Mentam o cumprimento nos raios que o parta pah!
A vida é curta demais para cumprimentos superficiais!
Há que cumprimentar, sim senhor!Mas cumprimentos... como direi... (está a faltar-me o raio do adjectivo qualificativo) ... inventem vocês o adjectivo, que a esta hora já não dá para mais!

A vida são as pessoas! Os sorrisos! Os olhares!
A mini ao fim de semana e tudo o que isso implica!
Mas acima de tudo, são... as pessoas!
E são elas mesmo que se esquecem disso!
Vivem como se fossem viver para sempre...
Banalizam o importante, e o verdadeiramente importante esquecem...
Esquecem-se ... Assim... Sem mais nem menos ...E depois..Depois...Bem... Depois... é isso mesmo!Incomodam-se por tudo e por nada!

Porque áh e tal aquela camisa fica mal com aquela saia!
Quero lá saber da porra da saia pah!Viva o Rouxinol Faduxo!
Viva o Mar, a Lua...
Viva as pessoas desassossegadas....
Viva os olhares estranhos...
Viva o luzfusqueite!
Aquilo a tendem a chamar de vida são apenas 5 , 7 minutos!
Sejam estranhos...
Sejam desassossegados...E.....Sejam!Sejam sempre!

DIA DO ACASO

Inventam 'dias' para tudo....
Em nome do comércio, há que inventar dias... dia do avô, da mãe, do pai, do irmão mais novo...
Hoje é o dia de São Valentim.
Assumo! Não sei quem foi!
Hoje é o dia dos namorados!
Sim senhor, as floristas ficam todas contentes, hoje vai ser só facturar.
Hoje é o dia da paixão!Isto é tudo muito bonito, e alguém pensa naqueles seres que não recebem nem uma rosita???
Devia era de haver respeito pelos outros.
Isso sim.São Valentim... São Valentim... sei lá quem foi esse ser!

Eu tenho para mim, que o dia 14 de Fevereiro deveria ser o "Dia do Acaso"!
Ao contrário do que dizem, as pessoas apaixonam-se por acaso.
Basta estarem distraídas! ;)
Ás vezes existem é..... Problemas de expressão...
Um bom dia de ACASO para todos!
Sejam distraídos... Apaixonem-se!

FF

Para todos os enamorados, apaixonados e afins...
Uma prenda p vocês:

Letra: Carlos Tê

PROBLEMAS DE EXPRESSÃO(Clã)


Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,

A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.

Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.