sexta-feira, novembro 12, 2010

Rasga|TE

Não se finge o sangue.
Sangue. Sangue.
Não se finge a Alma. Que se olha.
Que persegue. Inala.
Não se vende nada disto.
Energias. São energias.
Oh Deuses.
Rasga. Mas rasga tudo.
Que não fique nada. Nenhuma gota.
Ping ping ping
Rouba-me o Tempo.
Como aquelas árvores sem toques.
Rasgai o chão.
Arrasta-me pelos cabelos canadas abaixo.
Voz. Fala da Voz.
Rouca. Rude. Tesa. Pura. Dura.
Inala-te. Me.
Queima. Me. Te.

Morre. Vá.
Morre brujeço.
Quero ter o prazer de ressuscitar-te.
Sangue. Sangue. Sangue.
Passei-te a ferro. Lava-te.
É tempo de morreres.

4 comentários:

Antonio Saramago disse...

Dessa forma,eras bem rasgadinha!

Anónimo disse...

não gosto disto, e pronto... :(

olhares

Por que você faz poema? disse...

A vida é um grande teatro,
mas não dá para fingir
o tempo inteiro.

Fernando Martins disse...

Parabéns pelo Blog e seu conteúdo!! Gostei. =)

Convido você para conhecer meu espaço tbm.

Abraço!