
Ela pediu para acender a luz.
Ele não quis.
Ela insistiu.
E voltou a insistir.
Ele voltou a não querer.
Estava escuro.
Tocaram-se.
Cada toque, cada respiração.
Inspira. Expira.
Respiração.
Ofegante.
Daquelas que se ouvem uma vez.
E sentem tudo...nessa mesma vez.
Respiração.
Inspira. Expira.
A unha passou pelas costas dele.
Percorreu toda a espinha dorsal.
Toque.
Passou pelos ombros.
Toque.
Parou na coxa.
Toque.
Arrepiou a silhueta.
Toque.
Esticou o pescoço.
Toque.
Gemido.
Toque.
De novo o gemido.
Toque.
Inspirou tudo.
Toque.
Arrepio.
Estava escuro.
Na testa o suor.
No toque o desejo.
Inspira.
Expira.
E a unha continuava.
Aqui.
Ali.
Acolá.
De novo o arrepio.
Daqueles arrepios que se querem sempre.
Sim. Daqueles.
Sim. Exacto.
Desses mesmo!
Inspira.
Expira.
Foi num estacionamento.
Estava lua cheia.
Como hoje.
Era praia.
Era desejo.
E tu não acendeste a luz!
Sim !!
Foi num estacionamento.
Eu sei que não estava deserto.
Mas, tu podias muito bem ter acendido a porra da luz!
10 comentários:
Estuporado, xiça!!
Bem que devia!
Não pelo desejo de ver.
Sim, pela cumplicidade do olhar!
Sim, +ela sedução de um sorriso!
E sim por tanto mais…
Bem que devia, mesmo!
:)
Deixa arder.
Beijo GD, boa semana
...mas...
A luz...
Era mesmo necessária?
Fazia assim tanta diferença?
:)
Adorei este escrito!
Beijo.
Dá-me lume e deixa-me sê-lo a ele mesmo. Deixa-me acender um bizarro e sacudir o frio que me gela a irreverência. Suculência, suculência, coração, do fundo da satisfação. Do fundo do coração.
... eu tb gosto de luz!
Querias luz maior que a Lua Cheia?
ui...arrepiei-me!
;)*
um arrepiio na espinha
o toque que nos faz querer mais
o beijo que so traz mais desejo
a paixao que se sente
o fogo que queima
a força de um amor
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