sábado, dezembro 19, 2009

Clemência[s]


Doentes.
São [ás vezes] assim os sonhos.
Doentes.
Completamente indispostos de nós mesmos.
Nos sonhos tudo é lícito.
Tolerado.
Consentido.
Nas utopias não, mas nos sonhos sim.
Porque os sonhos são assim.
Inteiramente. Doentes.
Afectados por febres avassaladoras.
Dores. Rígidas. Imponentes da Alma.
Pegam em cada fibra, músculo das entranhas.
Colam-se ás células sem piedade.
O cérebro pede clemência.
O coração antibiótico.
E eles. Os sonhos. Ficam assim.
Colados à Alma. Acorrentados.
De penas perpétuas.
Doente. Ando. Doente.
De tanto sonhar.
[ás vezes]. Cabalmente.
Sem rigores.
Doente.

6 comentários:

Luís disse...

ben-uron é capaz de fazer bem, Estranha.

faz bem a tudo...

mas não desistas da doença de sonhar...

(luis eme)

£oµ¢o Ðe £Î§ßoa disse...

Um conselho, nunca recorras a Genéricos!!

Até

ams disse...

Espera que essa doença contagie e não haja cura... E, se a houver, que se morra da cura e não da doença.

Putty Cat disse...

gostei de tudo.
até de cada ponto final....


beijo meu, ó jeitosa

olharesdever disse...

;(
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as velas ardem ate ao fim disse...

Recusemos a ideia do Pai Natal em que os desejos caem do Céu.

Ousemos acreditar no Pai Natal como ideia de esperança e confiança sem limites.


Feliz Natal!