
Há dias na puta da vida
Em que nós pensamos raios parta ao chulo
E depois há outros dias em que sentimos
Raios parta aos clientes
E ainda outros em que simplesmente emergimos
Um foda-se.
Grunhido.
Como esta desvairada desta lua que teima em estar sobre o meu telhado.
E estas telhas incertas sem nada falarem.
E o bilhete em cima da mesa.
E é redonda.
A mesa.
E.
A Lua cheia.
Foda-se.
Manifestem-se.
Nem que seja à civil.
Há guerra.
Os soldados estão em marcha.
E os decretos prontos a assinarem.
Ó telhas incertas vis que me sustentam o pulmão.
Compreendem que tenho dois.
E a minha mesa é quadrada.
Grunho!
....
Ouviram?
6 comentários:
Gosto desse teu "grunhido"
;)
Ouvi!!!
E, há dias em que só apetece desaparecer...
E, há dias que nunca mais acabam...
E, há dias que mais valiam não terem 'nascido'...
Mas, também há os dias do 'FODA-SE' (e não são poucos)...
...e depois,
depois, que se foda...
e vivemos.
PS: A Lua é fodida.
deita cá para fora tudo que te desassossega aí por dentro.
Já estás melhor'!
Então agora... sorri!
" não se fazem revoluções de barriga cheia"
O vicio de viver é o vicio menos compreendido, menos aceite e ironicamente o mais frequente.
Tenho pra mim que é o vicio que mata mais gente por dentro e também por fora.
E não tem cura!
Não há desentoxicação que o consiga combater.
E a treta disto tudo é que os dealers desta droga são por vezes os que mais falham, são por vezes aqueles que têm mais prazer em assistir á ressaca de quem quer apenas viver viciado em ser feliz!
Eu, adida me confesso, com uma puta de uma ressaca!
trepa as paredes, depois passa...
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