
Há realidades incontornáveis.
E outras, há incontroláveis.
Depois…
Depois existem aquelas de sufoco.
Que são incontroláveis e irremediavelmente incontornáveis.
Ao mesmo tempo.
Como que uma tempestade. Que vem tudo.
É vento. Trovoada. Chuva. E que chuva.
Como as marés vivas.
A areia não pode as contornar, e muito menos as controlar.
Vão lá, desgastam as rochas, lapidam o areal.
E passado, umas madrugadas vão embora.
Como as luas.
Sem quarto crescente.
E ficam os pescadores de mãos vazias.
Porque as marés valem só por si.
E as gotas da chuva que batem no mar ficam ali.
Gravadas.
Numa qualquer badalada do sino da aldeia.
São cinco horas.
Ouviste?
Está nevoeiro.
E eu choro.
2 comentários:
São Tsunamis de dentro,
tremores da veia,
sismos dos olhos,
vertigens devastadoras...
Cheira a desassossego
E tu vives!
E ainda bem :)
Pois é...
Há realidades que podiam ir para a puta que as pariu, que não iam fazer falta...
É céu azul de sol claro
E tanto faz
Eu ainda choro.
Sorrio-te pelas SÁBIAS e BELAS entranhas!!!
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