
Lá em cima onde eu só moro ás vezes, cheira a alecrim.
Quando se sobe a quinze graus tem um eucalipto.
Suspenso no ar. Com um ar tão frágil.
Como frágeis são os sonhos.
Fantasias. Quimeras.
Sempre me lembro daquele eucalipto.
Acho que cresceu comigo.
E com os meus sonhos.
E tempestades.
E ele sempre ali.
Suspenso.
Como que interrompido pelo tempo.
Pelas horas. Entardeceres.
Pelos azuis daquele céu de terra molhada.
Ás vezes parece que está a chorar.
Pelo horizonte. E lá ao longe o Oceano.
Quando se sobe a quinze graus tem um eucalipto.
Suspenso no ar. Com um ar tão frágil.
Como frágeis são os sonhos.
Fantasias. Quimeras.
Sempre me lembro daquele eucalipto.
Acho que cresceu comigo.
E com os meus sonhos.
E tempestades.
E ele sempre ali.
Suspenso.
Como que interrompido pelo tempo.
Pelas horas. Entardeceres.
Pelos azuis daquele céu de terra molhada.
Ás vezes parece que está a chorar.
Pelo horizonte. E lá ao longe o Oceano.
Como que um agarrar de cintura.
Na floresta.
E eu fico ali a olhá-lo.
Como se cada folha fosse um pensamento.
E os ramos, veias de um tronco que de tão franzino se torna forte.
Porque sonhar é dos fortes.
Porque podemos perder um pensamento.
Mas um sonho… esse não se pode perder.
Agarra-se à terra. Com as raízes ali entranhadas.
Que de tão penetradas chega a doer.
Infiltradas.
E ele ali suspenso.
Ás vezes calado.
E quando à tarde, mas mesmo à tardinha, sopra o vento.
Ele murmura palavras.
Porque as palavras são assim. Palavras.
E as palavras são tão importantes como as pedras.
Têm vida. Sangue. Sentimento.
Como aquele eucalipto.
Lá em cima. Onde tantas vezes eu habito.
Suspenso no ar.
E se olharmos com atenção… ás vezes o ramo direito toca o horizonte.
Porque sonhar é dos fortes.
Como fortes são as árvores. A terra está molhada.
E se sentirmos à tardinha, ainda vemos os beijos.
Ali. Bem ali. Onde a Serra nem acaba nem começa.
Apenas ali. Suspensos.
Na floresta.
E eu fico ali a olhá-lo.
Como se cada folha fosse um pensamento.
E os ramos, veias de um tronco que de tão franzino se torna forte.
Porque sonhar é dos fortes.
Porque podemos perder um pensamento.
Mas um sonho… esse não se pode perder.
Agarra-se à terra. Com as raízes ali entranhadas.
Que de tão penetradas chega a doer.
Infiltradas.
E ele ali suspenso.
Ás vezes calado.
E quando à tarde, mas mesmo à tardinha, sopra o vento.
Ele murmura palavras.
Porque as palavras são assim. Palavras.
E as palavras são tão importantes como as pedras.
Têm vida. Sangue. Sentimento.
Como aquele eucalipto.
Lá em cima. Onde tantas vezes eu habito.
Suspenso no ar.
E se olharmos com atenção… ás vezes o ramo direito toca o horizonte.
Porque sonhar é dos fortes.
Como fortes são as árvores. A terra está molhada.
E se sentirmos à tardinha, ainda vemos os beijos.
Ali. Bem ali. Onde a Serra nem acaba nem começa.
Apenas ali. Suspensos.
6 comentários:
Suspendi-me.
Suspirei no sonho.
Bem aqui.
Aqui dentro.
Onde começa o coração e acaba a razão.
Em nenhures.
e num repente, senti-me assim, a entardecer.
aquele abraço
Gosto desta forma de se sonhar acordado...
gosto do cheiro a alecrim
:)
Beijos suspensos são impasses, são limbos... são esperança mas também são saudade.
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