
Esborrata-me os sentidos do prazer.
Contenta-me o espírito.
Inala saliva. Pudor. Timidez.
Imagina-te sentado.
Entre pernas. No colo.
Revela-te.
Revela-me.
Aloja todos os pedaços, retalhos, apontamentos.
Que ficaram por dizer.
Di-los agora.
Sussurra-os. Grita. Murmura.
Ao meu ouvido.
Olho no olho.
Pele com pele.
Agarra-me.
No silêncio. Sem distâncias.
Escreve na minha pele a saudade.
Dita nos lábios o desejo.
Sem pressas.
Que seja madrugada. Mesmo sendo de manhã.
De pedras, janelas, paredes, cantos esquecidos.
Loucura, dizem as palavras?
Silêncio.
.
E.
.
Olho para ti.
.
.
Revela-me.
Revela-me.
7 comentários:
Um poema audaz e lindo!
As imagens que utilizas são soberbas e fortes.
Palavras sentidas para adrem corpo a uma imagem linda
um beijo
Durante alguns minutos escrevi e apaguei letra a letra o que ia escrevendo... Qualquer comentário que aqui possa deixar não acrescentará nada ao que está escrito e muitíssimo bem escrito.
Resta-me o quê?
Adoro o que escreves e como dizes no "Fodex" um texto é escrito e sentido das entranhas, logo é todo nosso... da alma, das veias, da pele...
Obrigada por os partilhares.
Abraço
Um estado em que a pele na pele é a menor das sensações.
(suspiro com um "hãim hãim" no fim)
Gritos de silêncio com ecos de arrepios na pele...
simplesmente sensual..
Contenta o meu espirito e revela-te .....maravilhoso...parabens
beijos joao
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