domingo, janeiro 20, 2008

Anarquia

Ás vezes.
E digamos que na maior parte das vezes, é tudo uma questão de humilhação.
Quando agimos pelo pensamento, a chamada razão, humilhamos o sentimento, donde humildemente fragmentamos a nossa essência.
Quando agimos pelo coração, a chamada
percepção; humilhamos o pensamento.
Guerriamos.
Fatigamo-nos com tantas humilhações.
Vivemos pelo menos umas dez (vá onze) humilhações destas por dia.
E nunca ficamos contentes.
Esquerda. Não!
Vai pela direita.
Porra é em frente.
Cruzamentos.
Razão versus coração.
Humilhações. Balança em nós todos os dias, todo santo dia.
É como um abanar de anca.
Abanamos a anca pelo que sentimos.
Paramos a anca pela razão.
Como se a razão fosse a verdade.
E a verdade a estagnação.
Um dia destes reciclo estas ditas humilhações.
Seja no ecoponto azul, verde ou amarelo.
Mas, a vontade... ahhh a vontade essa fica.
Sem qualquer data de validade.
....
E que esta seja anarquia!
Uma total e louca anarquia sem absolutismos indeterminados.
Feita de um qualquer temperamento.
Aquele.
Em que um abanar de anca não é ‘parado’ por uma qualquer estagnação!
Frenesins, portanto!

4 comentários:

José Miguel Gomes disse...

As humilhações reciclam-se em qualquer olhar vadio, daqueles onde se perdem apenas os que sabem onde estão.

Fica bem,
Miguel

Carlos disse...

Nunca recicles humilhações.
As humilhações querem-se frescas, novas, ainda capazes de nos surpreender com um "que foi isto agora?".

Francieli Rebelatto disse...

E as humilhações muitas vezes não estão explícitas, mas estão por toda à parte a partir do momento que precisamos mudar caminhos, mudar possibilidades em vista das regras...Mas enfim, vamos nos reciclando sempre à elas, ao mundo...

Beijos

lampâda mervelha disse...

Reciclar dá-nos um toque (um pouquinho) humano, né?

Em qualquer das vontades, há sempre uma que prevalece.

Vá.. apetece-me beber...