sexta-feira, julho 21, 2006

E já nem...




[Pôr-do-Sol, Montejunto, 20 de Julho de 2006 @FF]

E já nem estas cores.

E já nem estes cheiros.

E já nem esta brisa.

E já nem este chão.

E já nem este tudo.

Me aconchega.

E já até isso me sufoca nestes caminhos.

Nesta terra.

Preciso respirar.

Preciso disso.

Onde?

Não sei!

Mas, não é aqui.


3 comentários:

Porque sim, porque é preciso disse...

É o precisar de espairecer!...

É o precisar de deixar de ver as mesmas caras todos os dias...

É o precisar de ir a outros sitios que não os de sempre...

É o precisar de descobrir novos caminhos, novos lugares, novas pessoas...

É sem duvida a necessidade de não ficar estagnada... De não sentirmos que o tempo pára e se torna até insuportável!

O precisar de respirar outros ares, para que passado algum tempo se sinta saudades do ar do custume, do sitio do custume das caras do custume...

Será?!

Penso que sim!

Em determinadas alturas também sinto isso!

Zé estagnado disse...

concordo plenamente..................................................

Anónimo disse...

Que buscas tu?
Onde buscas tu?
Que ar queres respirar? Alma inquieta.
As cores que já te não alegram, os aromas que pensas não sentir, a aragem da brisa marinha que lambe a Serra nossa;
Não vês tu desalento da calma imensa, que esse chão é o caminho que te trará de volta depois de vagueares errante por outros vales onde as cores, os cheiros e as brisas sendo as mesmas, são outras onde te não reverás?

Que buscas tu ânsia do amanhã?
Não vês tu que o que buscas está onde estiveres!
Vede em teu redor e tudo o que procuras está na tua frente.

Que penumbra te enleia e que te impede de enxergar os reais momentos da tua vivência?

Vai na fonte da represa e lava o teu olhar, sacia a tua sede na fresca água que dela brota, afaga a tua pele com o puro líquido!

E então verás o arco íris e a bela auróra nas manhãs frescas, sentirás os cheiros múltiplos a rosmaninho e alecrim da serra tua!

E quando da Salvé Rainha espraiares o teu olhar, verás enfunada na horizontal Berlenga a brisa que é tua, vinda do mar imenso.

Então, então inspira-a porque é disso que o teu Eu procura!
Terás pois a certeza que o que buscas é a Ti e sei que é aqui que estás.

Vede a Serra imensa e busca na força natural das suas entranhas o teu espaço, o teu lugar;
Aí, constrói o teu crer no teu mundo imenso.

Agarra a força do génio brutal que emanas e tens tudo em teu redor.

Parte sim, mas para ti e em ti encontrarás o que buscas, alma inquieta.