segunda-feira, outubro 30, 2006

Fúria

Sempre a falarem de conjugações.
Conjugações e mais conjugações.
E são conjugações daquilo.
E são conjugações disto.
E são conjugações daqueloutro.
Conjugações!
Eu não entendo nada de conjugações.
Não consigo estar em conjugação.
Se isto são as tais cócegas?
Não.
São apenas comichões.
Na alma?
Na razão?
No coração?
No pensamento?
Nas entranhas de tudo isto?
Ahhh tendem lá paciência que isso já são conjugações..
E eu já disse.
Mas, repito:
Eu não entendo nada disso.


P.S.: O grito não é o vermelho.
Visualmente falando a minha fúria, ou melhor... a minha comichão na alma é mais ou menos isto:


sexta-feira, outubro 27, 2006

Cócegas


Ando com uma sensação particular.
Certa impaciência.
Certa de ser errada.
Errada de ser certa.
Impaciência certa, portanto!

Como eu estava a dizer, e acompanhem-me por favor.

Estou com uma sensação particular.

Com um certo apontamento.

Apontamento certo, portanto!

Baralhando ainda mais o rascunho.

Diria que ando com cócegas.

Cócegas!

Cócegas na memória.

Acompanharam?


quarta-feira, outubro 25, 2006

É lá...


Existe o que existe.
Existe o que tem que existir.
E existe o que nem tem que existir.
E se existe o que não tem que existir.
Então. Existe?
Então, partimos então do então.
Então vamos lá ver.
Outra vez.
Esse, então.
Então. Então?
É lá... [Quase] que me perdia.
Mas, vamos lá ver.
Se me acho.
Então.
É lá... que disparate!
(Isto foi escrito de Pernas para o AR, e foi transcrito para aqui de Pernas para o Chão
ou seja, que seja lido como quiserem e bem entenderem)

segunda-feira, outubro 23, 2006

Simples[mente] ou [Simples]mente


Desconfio
Ando desconfiada
Desconfiada
Ando desconfiada com o simplesmente
Não sei se é sufixo
Se é prefixo

sábado, outubro 21, 2006

Flor de Pele


Estes dias.
Estes dias nublados.
Assim de tons distraídos.
Distraídos?
Sim, distraídos.
Quebrei?
Não.
Quebraste tu!
Mas.
Mas, que mas?
Mas, esse mas...
Mas, esse mas de som talvez.
Talvez de som a silêncio.
De silêncio de partir.
Fugir?
Não.
Eu convenço que não.
Tu convences que sim.
E encostados assim.
Assim.
Assim encostados.
Flor de pele.
Puxa para aqui.
Para um aqui que não é o meu.
E este aqui que me tormenta.
Quebrei?
Não.
Quebraste tu!
Guardo?

sexta-feira, outubro 20, 2006

Das entranhas.

Eu não sei.
Eu não sei o que é.
Eu não sei o que é este.
Eu não sei o que é este amedrontamento.

Amendrontamento.

É assim.
É assim uma gana.
Uma gana qualquer.
Das entranhas.

Uma voracidade.
E que voracidade!
Condenem-me se quiserem.
Quero lá saber!

Não quero saber.
Já disse.
São surdos?
Não quero saber.
É sofreguidão.


Digam o que disserem.
Exclamem para aí o que quiserem.
A mim pouco me interessa.
Não me interessa.

Hoje.
Hoje isso.
Hoje isso não me interessa.
Porque.
Porque estou.
Porque sou.
Porque estou assim.
Porque estou assim toda.

Porque SOU assim toda....






quinta-feira, outubro 19, 2006

Entroncamento

Todos falam em cruzamentos.
Olha, é por ali!
Viras à esquerda no próximo cruzamento.
Segues... Segues... Segues...

Cruzamentos.
Rotundas.
Segue.. Segue... Segue...
PÁRA.
STOP.

Cruzamentos.
Rotundas.
Segue... Segue... Segue...
Traço contínuo.
Ultrapassar?

Cruzamentos.
Rotundas.
Segue... Segue... Segue...
Valeta.
Outra.

Cruzamentos.
Rotundas.
Segue... Segue... Segue..
Não tem sinal.
Segues?

Cruzamentos.
Rotundas.
Segue ... Segue... Segue...
E......
Agora?

Que foi?
É um entrocamento.

Sigo?



SIGO?

sábado, outubro 14, 2006

terça-feira, outubro 10, 2006

idem idem aspas aspas 1

[Fotografia by Catarina Krug in olhares.com]
Tenho para mim que há lugares onde o idem impera.
E depois olhares onde as aspas se ausentam.
E por outra gestos onde as reticências imperam.

sábado, outubro 07, 2006

Pormenores

[Montejunto, Setembro de 2006, FF]


Um acaso é sempre um acaso.
Dizem alguns.
Ora.
Se um acaso é sempre um acaso.
O que fica ao acaso?

Ando a pensar nisso.
E o facto de ‘andar’ a pensar nisso já é acaso?
Ou apenas uma distracção de um dos meus dois neurónios?

E é ‘andar’ a pensar nisso porquê?
Porque não é ‘sentada’ a pensar nisso?

E já agora o que é isso de ‘isso é apenas pormenores’?
Ora.
Se são apenas pormenores então porquê o ‘apenas’?

quinta-feira, outubro 05, 2006

Partículas

Sabem aquelas estradas de pó?
De pó mesmo.
Mesmo pó.
Entranha-se.
E nem um lenço afogenta o dito.
Nem água.
Nem sal.
É pó.

Partículas pequenas.
Minúsculas.
Eu diria microscopias.
Mas, estão lá.
E entranham-se de um modo tal...
Mas, que tal.

E pé aqui.
E pé ali.
E sentes o pó.
Tentas ignora-lo.
Não é esquece-lo.
Atenção se faz favor. Obrigado.
É ignora-lo.

Mas, está lá.

A bem dizer.
Está aqui.

Partículas.
Minúsculas.
Eu diria.
Ou sinto.
Microcospias.









Deixo-vos um mimo pelo vosso aconchego nesta minha ignorância [isolamento].
O café está pago.
O meu desalinhamento ando por essas bandas em partículas.
****

domingo, outubro 01, 2006

Ás voltas....


] Algumas coisas mais ou menos importantes, ou mesmo nada importantes... se 'pensaram' entretanto...
A única razão plausível, pela qual eu não as relato aqui, é apenas uma...
...estou a tentar ignorar-me. [

terça-feira, setembro 26, 2006

Estações e apeadeiros.


Eu não preciso que me entendam!
Nem tão pouco que me compreendam.
Apenas que me aceitem.
Só isso.
Isto não é hipótese nem tese.
Nem precisa de ser demonstrado por redução ao absurdo.
[Linha do Comboio gentilmente cedida (ou 'emprestanhada') pela Magia]
Levantei-me por instantes da linha para vos perguntar:
Qual é o vosso apeadeiro???

domingo, setembro 24, 2006

Assim alheia

"Um dia destes calha."

Mas, 'calha' o quê?
Sempre a ouvir isto.
Um dias destes calha.

Mas, é o quê?
'Calha' o quê?

Calha isto.
Calha aquilo.
Calha um dia.
Mas, quando?

Calha um murmúrio.
Um pensamento?
Dois ou três?

Calha perto.
Longe.
Esta hora.
Incerto?

É aperto?
Sossego?
Assim alheio?(.)

Calha um gesto.
Desconexo. Sentido.
Pesado afinal?

Mas, é o quê?
Olha.
Um dia destes calha.












[P.S.: Calha para este post. Procura-se.]


sábado, setembro 23, 2006

sexta-feira, setembro 22, 2006

Soslaio. Ou a Saga do Desalinhamento. Como quiserem.

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali..."


José Régio

A pergunta que se coloca é:
Vais por onde?

Ou:
Vais para onde?

Ou, por outra:
Se os olhos são realmente doces?

Ou, penso também:
Estão seguros?

E depois paro, e:
E o quê?

E mais adiante:
Perdi os meus olhos lassos?

E ali além:
Ouviste?

E de costume para mim eu:
Cruzei?
Parei?
Andei?

Silenciei.
De soslaio.
Foi.
É.

Olha, já agora como quem não quer a coisa: Vais por onde?





[Espaço musical dedicado a todos os Desalinhados e afins.
Em especial para o Little, Armando, Velas e Louco.
Estes serzecos andam mesmo desenfriadamente desconexados.
São uns malandros! O que vale é que a Magia anda aí, para pôr (des)ordem neste desalinhamento todo.(Para apanhar o comboio contactar um qualquer 'Instante'. Obrigado).]

quinta-feira, setembro 21, 2006

Desalinhamento

[Serra de Montejunto, Agosto de 2006, FF]


Existem pessoas que têm a mania de quando andam assim desalinhadas, pegam na bíblia e lêem uma qualquer página.
Assim.
Ao calhas.

Eu tenho a minha 'bíblia'.
Empoeirada.
Um pequeno livro de linhas de Pessoa... o grande Fernando.

Hoje.
Hoje ando desalinhada.
Muito.
E porque o hoje é assim a puxar para o ontem e depois.
E para o amanhã e o anteontem.

Abri.

E calhou isto:

"Matar o sonho é matarmo-nos.
É mutilar a nossa alma.
O sonho é o que temos de realmente nosso,
de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso."
Fechei.
P.S.: A imagem? É este meu desalinhamento. Mesmo. Isso.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Postais de Novalis

Andava em deambular por aqui quando li isto.
Eu não sei definir o que pendem.
Não sei.
Não por não querer.
Não por não sentir.
Simplesmente, não sei.

Nunca escrevi sobre isso.
E raramento escrevo essa palavra.

Tudo o que escrevemos, sentimos, fazemos, vemos, observamos, com pregas sem pregas, sublinhado por sublinhar tem isso.
É vento.
Sempre.

Como não sei definir.
Deixo aqui linhas que escrevi em tempos..
Pois, para mim é isso.
Maças!

Liguei agora aquele aparelhómetro que dá pelo nome de televisão.
Oiço um anúncio de uma conhecida marca de refrigerantes:

"Um aplauso para todos aqueles que se atrevem!"

Aplausos.... para todos aqueles que se atrevem....
Silêncio!

Contemporaneamente são poucos aqueles que se atrevem.
Atrever, atrever mesmo!
Como dantes, naqueles dias ensolarados em que se subia à árvore junto do marco da escola para comer uma maçã, tendo como grito de fundo a voz rouca da professora nortenha da 3º classe!

Hoje ainda existem dias ensolarados.
Ainda existem dias assim.
Não existe é atrevimento.
Atrevimento!
Puro e simples atrevimento.

E porque com o atrevimento (ou com a ausência deste) existe o medo.
Paralelismos.

Nesses dias ensolarados não existia o medo.
Não havia tempo.
Agia-se e pronto.
E bastava.

Hoje pensasse muito.
E age-se pouco.
Cautela?
Não sei.
Cobardia?
Talvez.

Ainda existem dias ensolarados.
Eles continuam cá.
Aqui.

Dantes era só subir à tal árvore.
Sabíamos que um ramo podia quebrar.
Sabíamos que a queda seria grande.
Mas estava lá a maçã.

Ainda existe maçã.
Mas, existe o medo... de cair.
E dos dias ensolarados não terem horas suficientes.
Ou por outra... de terem horas a mais.

Nesse tal pomar, existiam maçãs no chão.
Mesmo ali, à mão de semear.
Mas, não!
Subíamos a arvóre.
Porque o que está à mão de semear não tem, nem nunca teve, muita graça.

E hoje?
Se sabemos que continua a não ter graça as maçãs que estão no chão.
Porquê não subir a árvore?
Assim nem as maçãs do chão... nem as maçãs dos ramos.

Um aplauso para todos aqueles que sobem a árvore.
Um aplauso para todos aqueles que se atrevem a quebrar um ramo.
Um aplauso para todos aqueles que não ficam pura e simplesmente a olhar a maçã.
E tu?
Qual é a tua maçã?

Seja um sorriso.
Uma criança.
Um gesto.
Um olhar.
Um tempo.
Todo o tempo.
Seja por homem, mulher, cão, gato.
Seja aqui.
África.
Pão.
Na esquina.
Com amigos.
Desconhecidos.
Seja um pousar.
Um salto.
Seja apenas e tudo.
Que seja isso.

Maçã!

domingo, setembro 17, 2006

C[S]em + 1

Sem mais um caminho.
Uma largada.
Uma corrida.


100 + 1 andar.
Passo.
Parar.


1oo + 1 olhar.
Emoção.


100 + 1 dia.
Noite.
Escura. Clara. Talvez.

100 + 1 choro.
Olho.
Vejo.
Perco-me.

100 + 1 parede.
Muro.
Isto.
Entender.

100 + 1 impulso.
Soluço.

Amanhã.
Quero
Com mais um impulso.
Noite. Escura. Clara. Talvez.


Isto a propósito de mim.
Isto a propósito deste ser o post nº 101.
Isto a propósito do respirar.
E pronto.
É isto.
Talvez.



Notazeca de rodapé: O ÓOO FAZZZ FAVORRR continua em negociações. Arigatô ;)

sexta-feira, setembro 15, 2006

Soluço o impulso? Ou... Impulso o meu soluçar?

[Quarteira, Agosto de 2006, FF]

- O que é isso?

- Isso o quê?

- Esse nome... que tens aí?

- O quê: Soluço ?

- Sim. Tens esse nome aí porquê?

- Soluças quando?

- Quando me engasgo... sei lá.

- Exacto.
Ando engasgada.

- De quê?

- De impulsos.
A bicicleta?

É como os soluços.

Ou será.. como os impulsos ?

Ás vezes tem travões... outras não.

Outras o pneu furado... quiça apenas despejado.

Noutras o banco está lá em cimaaaaa... e não chego com os pés no chão.

Nessa altura tem travões?

Não sei.

Não estava com soluços.

Foi um impulso.

Então quando estava depejado não andaste de bicicleta porquê?

Não sei.

Soluço.

.

E o volante?

Soluça? Ou ... Impulsa?



quinta-feira, setembro 14, 2006

P.S.2


Tenho um enorme galo.
Mesmo no meio da cabeça.
Daqueles galos que nem com gelo lá vai.

E galo porquê?
Porque não galinha? Pinto? Pato?

Ou quando metemos o chamado pé na poça.. e alguém diz: "É pah 'ganda' galo!"
Mas, é galo porquê??
Porque não coorderniz? Cisne? Pardal telhado?


Mas, isso agora não interessa nada.
(E o que vou escrever a seguir, ainda menos interessa.. mas, cá andamos)
A verdade é uma.
Este galo.
GALO.
Não me saiu do alto da pinha.

E é pinha porquê?
Porque não pinhão? Figos? Castanhas?


Ás vezes dizem-me que ele cá anda, porque eu não coloco gelo suficiente.


(Um aparte: E é 'cá anda' porquê? Se ele está estático...?? Continuando..)

Eu coloco gelo.
E muito, até!
Mas, creio que o mal não é do gelo.
Nem tão pouco do galo.
Creio somente que ele existe para me lembrar.
Para me lembrar.. de mim!

Talvez seja isso.
Não sei.
É muito capaz.
...





P.S.: Não se esqueçam da bela da sugestão no Ó faz favorrrr. S.f.f. Obrigado. :)
P.S.2: Espero que não me deixem de visitar após lerem este post altamente minado de devaneios.
P.S.3: Agradecia que o P.S.2 fosse levado a sério... e já agora que o post também. Obrigado.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Ó faz favorrrrr

Isto é assim.
Hmmmmmmm
Como direi isto.

Isto é assim.
Eu sou uma 'tesa', e não há que andar com rodeios.
Sou uma 'tesa'.
Mas, como qualquer 'tesa' que se preze.
Quero ir de férias hehehe
Também sou filha ou enteada ou sei lá, de Deus.

E posto isto, o problema que surge é:
Onde vai uma 'tesa' de férias?

Daí, este maravilhoso post.
Ora bem, eu preciso de respirarrrrrrrrrrrrrr...
Ver caras novas.
Dançar ao som de uma qualquer dança de uma qualquer ruela perdida por aí.
Sentir uma qualquer calçada.
Ouvir um qualquer murmúrio.

O que eu quero mesmo é desanuviar o sistema nervoso.

E porquê o "Ó faz favorrrrrr" ???
Porque preciso dos vossos conhecimentos e olhares de viajantes :P (nota: A opinião de um milionário e afins não me interessa minimamente obrigado)
Portugal? Sim.
Algarve? Não.
Espanha? Sim.
Espanha cara e longe? Não.
Mais longe que Espanha? Sublinho: Sou 'tesa'.



Aguardo ansiosamente as vossas sugestões, amigos e colegas 'tesos'.

Atenciosamente,
A 'tesa' mor.



terça-feira, setembro 12, 2006

EsPaNtOs


" É proibida a entrada
a quem não andar espantado
de existir. "
José Gomes Teixeira

segunda-feira, setembro 11, 2006

Trapézios

[Dagorda, 10 de Setembro de 2006, FF]
Por vezes vemos trapézios.
Trapézios soltos.
Trapézios amarrados.
Trapézios.
Por vezes caminhamos nos soltos.
Paramos nos amarrados.
E olhamos de 'revés'.
Trapézios.
Seja no que for.
São trapézios.
Encontramos aqui.
Avistamos ali.
Trapézios.
Por vezes dão gana de correr neles.
Noutras, de estar apenas a olhar.
Pensamos o quê?


Porquê tanto tempo na resposta?
E então?

domingo, setembro 10, 2006

CaLçAdA


Vai e vem.
Assim sem saber.
É um vai e vem.
Dizem que é inamovível.
É vai e vem.
Como calçada.
Calçada desconexada.
Meio 'desingonçada'.
Parece que....
Vai e vem.
Pedras limadas.
Outras por limar.
Falhas?

sábado, setembro 09, 2006

Ou até se não puder ser...

[Montejunto, Agosto de 2006, FF]


O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos






Estou.
Ando.
Deveras cansada.

É este cansaço.
Mesmo este.

[Parque dos lápis - Cadaval, Setembro de 2006, FF]

sexta-feira, setembro 08, 2006

Numerologia

Para variar insónias.
E depois de ler o que tinha para ler (já agora partilho a leitura: Da falsificação de Euros aos Pequenos Mundos de Jorge Buescu).
E de visitar alguns dos 'cantinhos' usuais.
Eis, que vou ao 'cantinho' da Lúcia, e vejo isto.
Por curiosidade aqui fica o que a numerologia diz do meu desassossego ;)
Um bom fim-de-semana para todos...
Vivam o vosso sorriso. **

Signo: Capricórnio
Planeta regente :Saturno
Elemento :Fogo
Número de Ambição : 7
Número de Personalidade : 6
Número de Expressão: 4
Número de Destino: 5

Segundo seu dia de nascimento.....

Na numerologia, este é considerado um grande aniversário. E um dia que tende a te levar perante o público, pois você e uma pessoa intuitiva e idealista, com fortes qualidades de liderança.
Desgraçadamente, você e inclinado a melancolia e volubilidade, por causa de seus fortes sentimentos; com você, o bem e sempre o muito bom, e o mal e sempre muito mau.
Você vive numa gangorra emocional, não sendo assim de convívio fácil, nem fácil de entender.
Os interesses fora de seu trabalho podem ser um conforto e te ajudar a se manter num estado calmo e sereno.
Precisa de uma válvula para seu senso artístico e dramático, talvez escrevendo, ou pela música. Pode ser tremendamente bem sucedido se outros fatores de seu numeroscópio concordarem.

A sua ambição é ....
Gosta de paz, silêncio, ter tranquilidade e profunda comunhão com seu interior.

Você é...
Extrovertida, simpática, exerce grande atração, afeto e diplomacia.
Mas é conservadora em suas ideias e pontos de vista. E idealista e romântica.

Segundo seu número de Expressão....
Enfrentando sempre limitações e restrições bem definidas, mas sua poderosa força de vontade e determinação, juntamente com sua imaginação criadora, te permitem ultrapassar os obstáculos e alcançar o sucesso. A luta é sempre um estímulo.

Segundo seu número de Destino ...
Ser alguém experiente e inovador.
Você jamais será alguém preso a trilhos, pois o seu caminho é o da liberdade, da mudança, da variedade, das viagens e da adaptação as dificuldades da vida.
Você deverá aprender a caminhar corretamente dentro da liberdade.
Sempre que você pensar que alguma coisa é permanente, logo em seguida descobrirá que isto não é verdade.
Contudo, você não deverá mudar pelo simples prazer da mudança, julgando que a grama do outro lado do muro é sempre mais verde.
Aprenda línguas estrangeiras, mantenha-se alerta a tudo o que esta acontecendo, acompanhe a evolução do mundo, procure novas aventuras e caminhos nunca trilhados e encare as coisas com pureza. Aplique sua capacidade e faça com que as coisas sempre caminhem no sentido de progresso.
No mapa numerológico, você e alguém progressista, mas não negligencie suas raízes.
Se você for uma pessoa preparada para mudanças e para viver plenamente e se souber enriquecer sua existência com as experiências da vida, então terá seguido plenamente seus padrões. Evite fantasias e auto-indulgencia. Seja alguém responsável e não se descuide do dinheiro, pois você terá de lutar para conseguí-lo.

quarta-feira, setembro 06, 2006

À parte disto tudo.

[Fotografia retirada de www.olhares.com]


Nem consigo respirar.

Sei lá.

Não sei.

Um aperto qualquer.

É isto tudo.

Mas, à parte disto tudo.

É um aperto em mim.

Um sufoco qualquer.

terça-feira, setembro 05, 2006

Contar o meu contar?

Ás vezes.
Ás vezes eu não consigo contar.
Consigo.
Mas, não sei.
Eu conto.
Mas, acho que conto mal.

Ás vezes eu conto um contar esquisito.
Assim.
Assim sem muito nexo.
Tem nexo.
Mas, é esquesito.

Ás vezes eu conto um contar meio 'atambadalhoado'.
Meio, não.
Todo.
E continuo a contar.
Não sei porquê.
Mas, continuo.

Ás vezes eu conto pelos dedos.
Muitas vezes os dedos não chegam.
Muitas, não.
Sempre.
E conto mesmo assim.


Ás vezes.
Ás vezes eu conto o meu contar.
Sussurro esse contar.
E as contas saem tortas.
Sem jeito.

Eu conto?


[Contar escrito e sentido ao som de ....]




segunda-feira, setembro 04, 2006

Nabiça

Ora bem...
Isto é assim.
Eu sou uma nabiça nestas 'coisas' da informática (e não só mas, ficamos por aqui, por agora eheheeh)... a questão é que já são várias as pessoas que me enviam por e-mail a informação que não conseguem comentar no meu blog.

E como já referi, eu sou uma verdadeira nabiça.
Não sei o que se passa.
Eu tenho para mim, que são os bacanos do 'blogger.com' com indirectas do tipo... 'Baza, vai à tua vidinha que a malta não está interessada nos teus devaneios desassossegados e altamente estranhos que podem contaminar a lucidez pública".
Mas, isto é uma ideia cá minha. :P

domingo, setembro 03, 2006

Gelado de baunilha


- Porque andas sempre com isso atrás?

- Isso o quê?

- A maquina fotográfica.

- Eu não ando sempre com isso atrás. Ela é que anda sempre comigo à frente.

- Hã?

- Sim....

- Mas, porquê? Que diferença faz? E porquê essa parceria?

- Ajuda-me.
Ajuda-me a olhar as coisas como se nunca as tivesse visto.
Imagino por momentos que nunca vi uma pedra.

E sinto a beleza dela... a sua raridade e cheiro... e tenho que imortalizar essas sensações.

- Lamento mas, uma pedra não tem cheiro.

- Basta quereres.... que tem todos os cheiros que quiseres.
É como um gelado de baunilha.
Cheira-me a salsa uns dias.
Outros a rosmaninho.
E quase nunca ... a... baunilha.




[Fotoreportagem sobre Montejunto, Bomportal.net, FF]

P.S.: Ide aqui e saboreiem o meu gelado de baunilha... espero que gostem :)

sábado, setembro 02, 2006

Apetece-me. Quero. Sinto.

Hoje apetece-me não estar na sala de espera.
Apetece-me um momento para saborear uma maça, enquanto vejo o jogo.
E nos intervalos do momento deliciar-me com música.

Hoje.
Quero.
Quero sentir saudades.

É isso.
Hoje tenho que sentir saudades do vento do carrossel.



Já sinto.



[FIESA-Cidade de Areia, Agosto de 2006, FF]

quinta-feira, agosto 31, 2006

Até pode ser baixinho.

[FIESA - Cidade de Areia (Pêra) - 27 de Agosto de 2006, FF]

- Porque sorris?
- É segredo.
- E não o queres revelar?
- Já o revelei.
- Disseste que era segredo.
- E é isso mesmo. É um segredo.

Um segredo que tens que dizer a ti próprio.
Assim.
Alto.
Até pode ser baixinho. Desde que o ouças.

É como olhar para o mar como se fosse a primeira vez.


terça-feira, agosto 29, 2006

Algures na terra da amêndoa e da laranja

Depois de 700 km... De algum desassossego e possíveis estranhezas... andei a divagar por aí.

Porque existem imagens [e sensações] que merecem ser partilhadas.
Aqui ficam algumas, de lugares por onde caminhei este fim-de-semana.

P.S.: Ide a Folha de Rascunho, já tem a bela da sugestão aqui da je :P



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sábado, agosto 26, 2006

Folha de Rascunho


Encontrei esta semana um blog que já faz as minhas delícias.
Sugiro a todos os amantes de livros ( e aos que não são amantes também, pois é uma boa maneira de passarem a ser hehehe ) o blog Folhas de Rascunho.

Ora passo então à publicidade ;)

"Folha de Rascunho
Um blog novinho em "folha"... à procura de "rascunhadores" participativos e com ideias novas!!
Agradeciamos aos "rascunhadores habitués", que nos têm visitado, que nos ajudassem nesta campanha de divulgação, para tornar este bloguito muito mais interessante e com mais opiniões e livros!!!
A gerência:
FR-Team"


Vá não sejam tímidos... Rascunhem muito :)

Fica o registo de um dos lugares onde mais gosto de 'rascunhar':

[Parque das Merendas, Montejunto, Agosto de 2006, FF]

quinta-feira, agosto 24, 2006

Cales de saudades. Ensinamentos de uma vida.

Ultimamente... (e não sei porquê) lembro o meu avô.
Assim, sem mais nada!
Recordo-o.
Mas, é em tudo.

Vejo uma criança de bicicleta... e recordo que foi ele que me ensinou a cair e a levantar-me.
Era uma bicicleta azul.
Fomos comprá-la ali para os lados de Rio Maior.
E tinha um cesto cor-de-rosa à frente.
E umas fitas nos punhos.
Era azul.
E era grande.

Vejo uma criança no baloiço.... e recordo que foi ele que me ensinou a não ter medo das alturas.
Era um baloiço vermelho.
Balançava ali para os lados do Baleal.
E tinha um escorrega à frente.
E era de ferro.
Era vermelho.
E era grande.

Vejo uma criança num pomar... e recordo que foi ele que me ensinou o valor da terra e do trabalho.
Era um pomar castanho.
De pêras ali para os lados da serra.
E tinha flores em frente.
E era de troncos.
Era castanho.
E era grande.

Vejo uma criança no mar... e recordo que foi ele que me ensinou a ter respeito pelo oceano.
Era um oceano verde.
De ondas ali para os lados de Peniche.
E tinha as Berlengas em frente.
E era de maresia.
Era verde.
E era grande.


Vejo uma criança a sorrir... e recordo que foi ele que me transmitiu a importância de um sorriso.
Era um sorriso com cor.
De brilho ali para os lados de tudo.
E tinha um olhar em frente.
E era de esperança.
Era de todas as cores.
E era enorme.
Enorme.


Tenho saudadecas tuas.
Mas, sorrio.
:)